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Passo de Michelle Bolsonaro ganha peso e pode redesenhar a campanha de Flávio no 2º turno

Michelle Bolsonaro deverá ganhar mais espaço na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) durante o segundo turno das eleições de 2026. Recém-eleita senadora pelo Distrito Federal, a ex-primeira-dama deve intensificar sua presença nos compromissos do enteado em Brasília e também participar de agendas políticas em outros estados. A estratégia ainda será discutida internamente pelo PL, mas a tendência é que Michelle tenha uma atuação mais presente nesta nova etapa da corrida presidencial.

A possível ampliação de sua participação ocorre poucos dias depois do desempenho obtido por Michelle nas urnas. Em sua primeira disputa por um cargo eletivo, ela foi eleita para o Senado pelo Distrito Federal com 29,05% dos votos, terminando como a candidata mais votada para uma das vagas em disputa. O resultado aumentou seu peso político dentro do PL e passou a ser considerado pelo partido na definição das estratégias para as próximas semanas.

No primeiro turno, Michelle participou de compromissos eleitorais e manteve presença nas redes sociais, mas realizou poucas agendas públicas ao lado de Flávio. Agora, com a disputa presidencial reduzida a dois candidatos, integrantes do partido avaliam como sua participação poderá ser utilizada nos eventos da campanha. A definição deverá acontecer em reunião da legenda, quando serão discutidos roteiros, prioridades regionais e a presença de diferentes lideranças nos palanques.

Um dos primeiros compromissos previstos para Michelle nesta nova fase deverá acontecer no Amazonas. A senadora eleita deve participar da campanha de Professora Maria do Carmo (PL), candidata ao governo estadual que disputa o segundo turno contra Omar Aziz (PSD). A agenda representa também uma oportunidade para que Michelle participe de atividades partidárias fora de Brasília e amplie sua presença nas campanhas do PL que seguem em andamento.

Dentro da estratégia eleitoral, Michelle é considerada uma liderança com presença especialmente relevante entre segmentos femininos e evangélicos. Durante os últimos anos, ela construiu uma comunicação direcionada a esses públicos e passou a ocupar posição de destaque nos eventos promovidos pelo partido. Com a eleição para o Senado, essa atuação ganha uma nova dimensão, já que ela passa a reunir o papel de liderança partidária com o mandato conquistado nas urnas.

A campanha de Flávio deverá aproveitar justamente essa visibilidade durante o segundo turno. Isso não significa, porém, que Michelle assumirá sozinha uma área específica da campanha ou que sua presença produzirá determinado efeito entre os eleitores. A definição das agendas ainda está sendo elaborada pelo PL, e os próximos compromissos deverão mostrar qual será, na prática, o tamanho de sua participação ao lado do candidato presidencial.

A aproximação política entre Michelle e Flávio também chama atenção por acontecer meses depois de divergências públicas entre os dois. Em junho, a ex-primeira-dama afirmou ter se sentido humilhada pelo enteado durante uma discussão envolvendo decisões políticas. O episódio ganhou repercussão e evidenciou diferenças existentes naquele momento entre integrantes da família Bolsonaro.

No mês seguinte, entretanto, Flávio pediu desculpas à madrasta. Michelle aceitou o pedido, e os dois retomaram a interlocução política. A partir daquele momento, as manifestações públicas de divergência diminuíram e ambos voltaram a atuar dentro do mesmo projeto partidário. Apesar da reaproximação, eles ainda tiveram poucas agendas conjuntas durante a campanha do primeiro turno.

Com o início da segunda etapa da eleição presidencial, essa situação deverá mudar. A intenção é que Michelle apareça com maior frequência ao lado do senador e participe também de compromissos independentes relacionados à candidatura. O planejamento deverá considerar tanto Brasília, onde ela acaba de conquistar uma cadeira no Senado, quanto estados considerados relevantes para a estratégia eleitoral do PL.

O desempenho de Michelle no Distrito Federal também fortaleceu sua posição dentro da legenda. Até então, sua influência política estava relacionada principalmente ao período em que ocupou o posto de primeira-dama e à participação em campanhas e eventos partidários. A partir de 2027, ela passará a exercer seu primeiro mandato eletivo, aumentando sua presença institucional no cenário político nacional.

A nova fase ocorre em um momento de reorganização das campanhas depois do primeiro turno. Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva avançaram para a segunda etapa da disputa presidencial, e os partidos agora buscam reorganizar agendas, incorporar apoios e ampliar a presença de suas principais lideranças. Nesse contexto, Michelle aparece como um dos nomes que o PL pretende utilizar com maior frequência.

Apesar das movimentações, os detalhes da participação da senadora eleita ainda dependem das decisões que serão tomadas pela coordenação partidária. Datas, cidades e eventos deverão ser definidos ao longo dos próximos dias. A expectativa dentro do PL é de que a presença de Michelle seja maior do que a registrada durante a primeira etapa da campanha.

Assim, depois de conquistar seu primeiro mandato nas urnas e superar as divergências públicas que marcaram sua relação com Flávio meses atrás, Michelle Bolsonaro inicia uma nova etapa de atuação política. Sua participação no segundo turno deverá combinar compromissos relacionados à candidatura presidencial com agendas de candidatos do PL nos estados. O formato definitivo dessa atuação, entretanto, ainda será estabelecido pela legenda conforme o calendário eleitoral avançar.

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