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Primeiras pesquisas do segundo turno devem movimentar a disputa

A eleição presidencial de 2026 entrou em uma nova fase depois do resultado do primeiro turno. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) agora se preparam para uma disputa direta pela Presidência da República, com votação marcada para 25 de outubro.

A expectativa, neste momento, está concentrada nas primeiras pesquisas específicas do segundo turno. Os levantamentos devem ajudar a mostrar como o eleitorado se reorganizou depois da definição dos dois candidatos que continuam na corrida.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi de pouco menos de dois pontos percentuais, mostrando o equilíbrio que marcou a votação. Os principais institutos começaram a preparar levantamentos para medir o novo cenário eleitoral. O Datafolha tem divulgação prevista para quinta-feira, 8 de outubro, após realizar entrevistas entre os dias 6 e 8.

O levantamento terá 2.520 entrevistas presenciais e margem de erro de dois pontos percentuais. O AtlasIntel também fará uma nova rodada, com divulgação prevista para 9 de outubro e uma amostra de 5 mil eleitores. O Ipespe, por sua vez, aparece no calendário com divulgação prevista para o dia 10.

A movimentação chama atenção porque as pesquisas do primeiro turno chegaram às urnas apontando Lula numericamente à frente na maioria dos levantamentos. O resultado oficial, porém, colocou Flávio Bolsonaro na liderança da primeira etapa.

Esse desencontro tornou os próximos números ainda mais aguardados. Além de medir a intenção de voto, os novos levantamentos poderão indicar quais grupos de eleitores estão mais inclinados a mudar de preferência. Antes da votação do primeiro turno, as pesquisas já mostravam uma diferença pequena entre Lula e Flávio em uma eventual segunda etapa.

No último levantamento do Datafolha antes da votação, por exemplo, Lula aparecia com 48% das intenções em um cenário de segundo turno, enquanto Flávio registrava 45%. Como a margem de erro era de dois pontos percentuais, o cenário era considerado de empate técnico.

A AtlasIntel também havia encontrado um quadro bastante próximo. Em levantamento realizado entre 27 de setembro e 2 de outubro, Lula tinha 47,6%, enquanto Flávio aparecia com 47,4%. A margem de erro era de um ponto percentual.

Agora, entretanto, existe uma diferença importante: os dois candidatos já sabem que estarão frente a frente no segundo turno. Com apenas dois nomes na disputa, a estratégia das campanhas tende a mudar. Os candidatos precisam manter suas bases e, ao mesmo tempo, buscar eleitores que escolheram outras opções no primeiro turno. Esse grupo pode ter peso importante no resultado final. Votos de candidatos que ficaram pelo caminho, além dos eleitores que ainda não decidiram sua preferência, passam a ser observados com atenção.

Outro ponto relevante é a distribuição regional dos votos. Antes do primeiro turno, levantamentos do Datafolha mostravam diferenças significativas entre estados. Lula tinha desempenho mais forte em Pernambuco e em outras áreas do Nordeste, enquanto Flávio apresentava vantagem em estados como Rio de Janeiro e no Distrito Federal. São Paulo e Minas Gerais também aparecem como áreas importantes para a disputa. Por concentrarem grandes contingentes eleitorais, esses estados podem ter influência significativa na formação do resultado nacional.

O calendário é apertado. Entre o primeiro e o segundo turno existem apenas três semanas, período em que as campanhas precisam reorganizar discursos, ampliar alianças e apresentar propostas capazes de dialogar com diferentes públicos.

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