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Jair Bolsonaro aciona Alexandre de Moraes e pede liberação para receber visita de Flávio

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possa visitar o pai antes do término da restrição atualmente em vigor. O pedido foi apresentado um dia após o primeiro turno das eleições de 2026, no qual Flávio avançou para a segunda etapa da disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Segundo a petição, os advogados defendem que não haveria mais necessidade de manter o regime excepcionalmente restritivo de visitas. A defesa argumenta que já transcorreu parte significativa do período estabelecido anteriormente e solicita que a autorização para o encontro seja concedida antes do prazo originalmente determinado. O pedido agora depende de uma decisão de Moraes.

A restrição às visitas de Flávio foi determinada em julho e estabeleceu um período de 90 dias. A medida ocorreu depois que o senador publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. Na ocasião, Moraes entendeu que a divulgação do documento poderia representar uma forma de contornar as determinações impostas a Bolsonaro, que estava proibido de realizar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros. 

O prazo estabelecido na decisão chega ao fim no próximo domingo (11). Diante da proximidade da data, a defesa apresentou dois pedidos alternativos ao Supremo. O primeiro é para que a restrição seja encerrada antecipadamente, permitindo a retomada das visitas. Caso essa solicitação não seja aceita, os advogados pedem que Moraes autorize pelo menos um encontro entre Flávio e o pai antes do dia 11, com finalidade exclusivamente familiar. 

Na petição, os advogados afirmam que, considerando as circunstâncias atuais e o tempo já transcorrido desde a determinação inicial, não seria necessária a continuidade do regime excepcional. A defesa sustenta, portanto, que as condições que levaram à imposição da restrição devem ser reavaliadas diante do momento atual.

O pedido ocorre em um contexto político especialmente movimentado para Flávio Bolsonaro. No domingo (4), o senador terminou o primeiro turno da eleição presidencial em primeiro lugar e garantiu uma vaga no segundo turno, marcado para 25 de outubro. De acordo com os dados divulgados pela Agência Brasil, Flávio terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. 

A proximidade entre o pedido de visita e o início da segunda etapa da eleição coloca a solicitação em um momento de grande atenção pública. Flávio é filho de Jair Bolsonaro e tem mantido o pai como uma figura importante de sua trajetória política. Ao mesmo tempo, a própria defesa procura deixar claro no documento apresentado ao STF que, caso seja autorizada uma visita antes do encerramento da restrição, o encontro teria caráter familiar.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e permanece submetido a outras determinações judiciais. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. Após passar por procedimento médico, recebeu autorização para cumprir a pena em regime domiciliar. A Agência Brasil também informou que o ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana. 

A decisão sobre o pedido caberá agora a Alexandre de Moraes. Até o momento da apresentação da petição, a defesa solicitou tanto a antecipação do fim da restrição quanto, alternativamente, uma autorização específica para uma única visita. A expectativa passa a ser sobre qual será a posição do ministro diante da solicitação e se o encontro poderá ocorrer antes do encerramento oficial do prazo.

O caso também chama atenção porque Flávio inicia uma nova etapa de sua campanha presidencial justamente enquanto continua impedido de visitar o pai pela decisão que permanece válida até 11 de outubro. Nos próximos dias, o senador deverá concentrar esforços na disputa do segundo turno, enquanto aguarda a definição judicial sobre a possibilidade de reencontrar Jair Bolsonaro. 

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