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Após registrar o voto, Lula faz alerta e Flávio Bolsonaro manda recado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, foram às urnas neste domingo, 4 de outubro, para votar no primeiro turno das eleições. Os dois aproveitaram as manifestações feitas após o voto para reforçar posições apresentadas durante a campanha e fazer críticas ao grupo político adversário. Lula votou em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, enquanto Flávio compareceu a uma seção eleitoral em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. As declarações ocorreram poucas horas antes do início da apuração dos votos.

Lula chegou ao local de votação por volta das 9h15 e estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e das candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet. Após registrar o voto na Escola Estadual João Firmino, o presidente falou com jornalistas e fez referências a temas que marcaram seus discursos na reta final da campanha. Sem citar Flávio Bolsonaro nominalmente, Lula afirmou que o país não avançaria com um “miliciano” e também mencionou as investigações envolvendo o Banco Master, utilizando uma expressão crítica ao se referir ao caso.

Durante a conversa com a imprensa, Lula também destacou que caberia ao eleitorado definir o resultado da eleição. Segundo o presidente, o processo eleitoral chegaria ao momento decisivo com o encerramento da votação e, posteriormente, com a divulgação da apuração. Ele afirmou que os brasileiros escolheriam naquele domingo o caminho que desejavam para o país e ressaltou o papel dos eleitores como responsáveis pela definição dos rumos políticos nacionais. Depois da votação, Lula seguiu para São Paulo, onde acompanharia a apuração dos resultados ao lado de integrantes de sua campanha.

Flávio Bolsonaro votou mais cedo, por volta das 8h, logo após a abertura das seções eleitorais. O candidato do PL compareceu à Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro, e dos candidatos do partido Douglas Ruas e Carlos Jordy. Após votar, Flávio classificou o domingo como um momento importante para o país e direcionou críticas ao governo federal. Em sua manifestação, afirmou esperar que os brasileiros encerrassem o que chamou de “era do atraso” e acusou o governo de utilizar recursos e estruturas públicas para tentar interferir no processo eleitoral.

Na mesma declaração, Flávio também fez um alerta sobre o futuro do país caso o atual grupo político permanecesse no poder. O candidato afirmou que, em sua avaliação, setores como a imprensa, os políticos e a população poderiam sofrer perseguições. Essas afirmações foram apresentadas por ele como uma avaliação política durante o contato com jornalistas após a votação. O candidato também pediu um voto de confiança aos eleitores e reforçou argumentos utilizados ao longo da campanha, mantendo o tom de confronto que marcou parte da disputa presidencial.

As declarações dos dois candidatos ocorreram no último dia de votação do primeiro turno e resumiram parte das divergências que estiveram presentes na campanha eleitoral. Lula voltou a abordar assuntos relacionados ao Banco Master e fez críticas ao campo político adversário sem mencionar Flávio diretamente, enquanto o candidato do PL direcionou críticas ao governo e apresentou sua própria interpretação sobre o uso da estrutura pública durante a eleição. Com as urnas abertas em todo o país, ambos passaram a aguardar a apuração dos votos, que definiria o resultado do primeiro turno e os próximos passos da disputa presidencial.

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