Nikolas deixa Carlos Bolsonaro fora de colinha eleitoral em Santa Catarina

Uma publicação feita por Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais chamou atenção neste sábado (3), às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026. O deputado divulgou uma espécie de “colinha” com os nomes dos candidatos que apoia em Santa Catarina, mas deixou fora da relação Carlos Bolsonaro (PL), que disputa uma das duas vagas ao Senado pelo estado.
Na imagem compartilhada por Nikolas, aparece apenas Carol De Toni (PL) como indicação para o Senado. O espaço destinado ao segundo voto permanece em branco. Carlos Bolsonaro, que concorre à mesma Casa e integra a mesma chapa de Carol, não foi citado na publicação. A informação foi divulgada inicialmente pelo Metrópoles e também repercutida pelo Poder360.
A lista divulgada pelo deputado reúne nomes de diferentes disputas eleitorais. Para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Nikolas indica Ana Campagnolo (PL). Para a Câmara dos Deputados, aparece Bia Borba (Novo). Já para o governo estadual, a indicação é pelo atual governador Jorginho Mello (PL), que tenta a reeleição.
Na disputa presidencial, o nome apresentado na colinha é o de Flávio Bolsonaro (PL), irmão de Carlos. Assim, a ausência do candidato ao Senado acabou ganhando destaque justamente por ocorrer em uma lista que reúne outros integrantes do mesmo campo político.
Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, está concorrendo ao Senado por Santa Catarina. Ele disputa uma das duas cadeiras que serão preenchidas na eleição deste ano. Carol De Toni também está na corrida, formando chapa com Carlos pelo PL.
A candidatura de Carlos tem sido acompanhada de perto durante a campanha catarinense. Segundo a Folha de S.Paulo, o candidato tem realizado atividades pelo estado e associado sua campanha à possibilidade de proximidade com um eventual governo de seu irmão, Flávio Bolsonaro.
O cenário eleitoral para o Senado também vem sendo acompanhado por diferentes pesquisas. Em levantamento AtlasIntel/Grupo ND divulgado em setembro, Carol De Toni aparecia com 28,4% das intenções de voto no consolidado das duas escolhas, enquanto Carlos Bolsonaro registrava 14,9%. A pesquisa ouviu 1.211 eleitores entre os dias 4 e 9 de setembro e tinha margem de erro de três pontos percentuais.
É importante lembrar que a votação para o Senado funciona de maneira diferente da eleição para outros cargos. Em 2026, os eleitores catarinenses escolherão dois candidatos para ocupar as vagas disponíveis. Por isso, uma lista que apresenta apenas um nome pode deixar o segundo espaço sem indicação, como ocorreu na publicação de Nikolas.
A publicação também chamou atenção por causa do histórico de relações políticas entre Nikolas Ferreira e Carlos Bolsonaro. Segundo o Metrópoles, aliados de Nikolas lembraram que os dois nunca tiveram uma relação especialmente próxima. O Poder360 informou que procurou as assessorias dos dois políticos para saber se havia alguma explicação específica para a ausência de Carlos na imagem, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem.
Por isso, qualquer interpretação sobre a razão da escolha precisa ser tratada com cautela. A publicação mostra objetivamente que Carol De Toni foi indicada e que o segundo espaço para o Senado ficou vazio. Ela, por si só, não esclarece se a decisão representa uma posição pessoal, uma estratégia eleitoral ou simplesmente a preferência de Nikolas por um dos candidatos.
O episódio acontece em um momento de intensa movimentação política dentro do campo que reúne diferentes grupos da direita brasileira. Nos últimos meses, Nikolas Ferreira ampliou sua presença nas redes sociais e passou a aparecer ao lado de candidatos de diferentes estados. Reportagem do UOL apontou que essa atuação também provocou discussões sobre o espaço político ocupado pelo deputado e sua relação com integrantes da família Bolsonaro.



