Nunes Marques decide sobre vaga de Zanin no TSE após cobrança do gabinete

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reconduziu Cristiano Zanin ao cargo de ministro substituto da Corte nesta quinta-feira (1º). A posse ocorreu após o gabinete de Zanin cobrar providências diante da demora para formalizar o novo mandato. O ministro havia sido escolhido novamente pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) em 3 de setembro, mas permaneceu sem tomar posse durante quase um mês.
Zanin foi eleito para um segundo mandato de dois anos como substituto do TSE. Nessa condição, ele pode ser convocado para atuar em processos quando um dos ministros titulares estiver impedido ou temporariamente ausente. A composição destinada aos integrantes do STF conta, além de Zanin, com Gilmar Mendes e Flávio Dino entre os substitutos, enquanto Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli ocupam as vagas de titulares.
A demora para marcar a posse ocorreu em um período de divergências entre integrantes do STF e ganhou atenção devido à possibilidade de produzir efeitos em uma ação apresentada pelo partido Solidariedade. A legenda pediu que Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha fossem afastados de funções relacionadas à fiscalização da propaganda eleitoral. Caso houvesse mudança na composição, a presença de Zanin entre os substitutos poderia ser relevante para uma eventual substituição.
A recondução também acontece em meio às divergências recentes envolvendo ministros do Supremo e do TSE. Reportagens relacionaram o episódio às disputas que envolvem André Mendonça e Alexandre de Moraes, além de Nunes Marques. A proximidade política e institucional atribuída por diferentes veículos a integrantes dos dois grupos passou a ser mencionada no contexto da demora na posse, embora a justificativa formal apresentada para o procedimento esteja relacionada à organização das posses na Corte.
Com a formalização do mandato, Zanin passa novamente a integrar oficialmente o quadro de ministros substitutos do TSE. A posse ocorreu três dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. Na mesma data, o TSE também realizou a posse de Ricardo Villas Bôas Cueva como corregedor-geral da Justiça Eleitoral, função que passa a incluir a relatoria das ações de investigação judicial eleitoral relacionadas ao pleito presidencial.
A recondução de Zanin encerra o período em que a vaga permaneceu oficialmente aberta desde sua nova eleição pelo STF. O ministro já havia exercido a função de substituto do TSE desde 2024 e agora inicia um novo biênio na Corte Eleitoral. A medida ocorre na reta final do primeiro turno e mantém a composição prevista para os ministros substitutos do tribunal durante o período eleitoral.



