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CEO da Quaest aponta melhora em indicadores e avalia que chance de reeleição de Lula supera 50%

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 28 de setembro, colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na sequência, com 34%. O levantamento foi realizado a poucos dias da votação e também apresentou um cenário de segundo turno no qual os dois aparecem com 42% cada, configurando empate numérico e técnico dentro da margem de erro.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro, em diferentes regiões do país. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026. Os números representam o cenário encontrado no período das entrevistas e não antecipam o resultado da eleição.

Na análise divulgada após a pesquisa, Felipe Nunes, CEO da Quaest, destacou uma mudança na avaliação do governo federal. Segundo ele, o saldo negativo da administração teria passado de seis para três pontos percentuais. A partir desse movimento e de outros indicadores observados pelo instituto, Nunes afirmou que o modelo utilizado pela Quaest voltou a apontar probabilidade acima de 50% para uma eventual reeleição de Lula. Essa é uma interpretação estatística apresentada pelo diretor da empresa, e não uma previsão do resultado eleitoral.

A pesquisa também identificou mudanças importantes em alguns segmentos do eleitorado. Entre as mulheres, Lula abriu uma diferença de nove pontos percentuais em relação a Flávio Bolsonaro no cenário analisado. Entre eleitores de menor renda, a vantagem do presidente também cresceu. Segundo a análise de Felipe Nunes, o movimento ocorreu justamente em grupos nos quais houve maior aprovação de medidas anunciadas pelo governo na semana anterior à realização das entrevistas.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, outro dado chamou atenção. No cenário de segundo turno, Lula aparece com 59% das intenções de voto nesse segmento, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27%. Em comparação com a pesquisa anterior, Lula avançou três pontos e Flávio recuou três. A margem de erro específica desse recorte é maior do que a da pesquisa nacional, chegando a cinco pontos percentuais, por se tratar de um grupo menor dentro da amostra.

Felipe Nunes relacionou parte dessas mudanças ao pacote de medidas anunciado pelo governo federal na semana anterior ao levantamento. Entre as ações avaliadas pela pesquisa estão a restrição às apostas online, o reajuste do Bolsa Família e a previsão de distribuição de medicamentos para emagrecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa apontou aprovação de 62% para a restrição às bets, 59% para o reajuste do Bolsa Família e 58% para a medida envolvendo as canetas emagrecedoras.

Entre as mulheres, especificamente, os índices de aprovação dessas medidas foram ainda maiores. Segundo a análise divulgada por Nunes, 64% das entrevistadas aprovavam a restrição às apostas online, enquanto 62% aprovavam tanto o reajuste do Bolsa Família quanto a distribuição das canetas emagrecedoras pelo SUS. O diretor da Quaest apontou essa coincidência entre aprovação das medidas e crescimento da intenção de voto como um possível fator associado à mudança observada no levantamento.

Outro recorte apresentado pela pesquisa envolve grupos religiosos. Lula ampliou sua vantagem entre os eleitores católicos, enquanto também registrou crescimento entre os evangélicos. Entre os católicos, o presidente passou de 43% para 48% das intenções de voto no primeiro turno, segundo dados divulgados sobre o levantamento. Entre os evangélicos, avançou de 23% para 27%. Ainda assim, a rejeição de Lula permanece elevada nesses grupos, especialmente entre os evangélicos, mostrando que os números variam de acordo com o indicador analisado.

Na avaliação geral do governo, 46% dos entrevistados disseram aprovar o trabalho de Lula, enquanto 49% afirmaram desaprová-lo e 5% não souberam ou não responderam. Quando questionados sobre a avaliação da administração, 41% classificaram o governo como negativo, 34% como positivo e 23% como regular. Esses números mostram que, apesar da melhora registrada em alguns indicadores e segmentos, a avaliação do governo permanece dividida entre os entrevistados.

Os indicadores de rejeição também mostram uma disputa marcada por forte resistência aos dois principais nomes. Na pesquisa, 56% disseram que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, enquanto 54% deram a mesma resposta em relação a Lula. Na comparação com a rodada anterior, a rejeição de Flávio permaneceu no mesmo patamar, enquanto a de Lula oscilou um ponto para baixo, movimento que está dentro da margem de erro da pesquisa.

Com a divulgação do levantamento, o cenário apresentado pela Quaest mostra diferenças entre o primeiro e o segundo turno. Na primeira etapa, Lula aparece com cinco pontos percentuais de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, enquanto na simulação de segundo turno os dois registram 42%. Outros candidatos aparecem com percentuais menores no primeiro turno, sem alcançar os índices dos dois primeiros colocados.

A pesquisa, portanto, registra uma fotografia do eleitorado brasileiro no período de 24 a 27 de setembro, quando faltavam poucos dias para o primeiro turno. As mudanças observadas em determinados grupos, a avaliação das medidas recentes do governo e os índices gerais de aprovação e rejeição ajudam a explicar a movimentação apontada pelo instituto. Como ocorre com qualquer levantamento eleitoral, os números estão sujeitos à margem de erro e refletem as opiniões dos entrevistados no momento em que as entrevistas foram realizadas.

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