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Lula planeja entrevistas para o mesmo dia do debate na Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve adotar uma estratégia diferente na noite do debate presidencial da TV Globo. Marcado para quinta-feira, 1º de outubro, o encontro reunirá candidatos que disputam o primeiro turno das eleições de 2026. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (29), a campanha do petista trabalha com a possibilidade de realizar entrevistas em podcasts no mesmo horário do programa.

A ideia é manter Lula em evidência durante uma noite que deverá concentrar grande parte da atenção do eleitorado. A escolha também ocorre em um momento decisivo da campanha, poucos dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Ainda não estava definido, até as informações mais recentes, qual podcast receberia o presidente. A campanha chegou a avaliar uma participação no Flow, mas passou a considerar também um formato que reúna mais de um programa de grande audiência. A intenção é utilizar o espaço para que Lula possa falar diretamente sobre propostas, governo e temas que considera importantes para os eleitores.

A estratégia ganhou força diante da possibilidade de ausência do presidente no debate da Globo. Segundo a CNN Brasil, integrantes da campanha avaliam que participar do confronto poderia fazer com que Lula fosse o principal alvo dos demais candidatos. A emissora, por sua vez, prepara um debate com regras específicas para situações em que algum candidato não compareça.

O debate da Globo será realizado no dia 1º de outubro, depois do Jornal Nacional, e terá transmissão também pela GloboNews e pelo g1. A emissora informou que o encontro faz parte da cobertura especial das eleições de 2026, que inclui debates, entrevistas e acompanhamento das campanhas em diferentes regiões do país.

A data aumenta a importância do programa. O primeiro turno acontece apenas três dias depois, no domingo, 4 de outubro. Por isso, qualquer aparição dos principais candidatos pode gerar ampla repercussão nas redes sociais, nos veículos de comunicação e nos próprios comitês eleitorais.

No caso de Lula, a possibilidade de não participar não significa que a campanha pretende ficar fora da movimentação política da noite. A alternativa estudada é justamente ocupar o mesmo espaço de atenção com uma entrevista de maior duração.

A presença de candidatos em podcasts deixou de ser algo secundário durante as campanhas eleitorais brasileiras. Esses programas permitem conversas mais longas e, em muitos casos, oferecem um formato diferente dos debates tradicionais e das entrevistas realizadas em televisão.

Lula já participou de diferentes podcasts durante a atual campanha. Entre os programas citados pela Exame estão Inteligência Ltda., Não Inviabilize, As Cunhãs, Desce a Letra e Meteoro Brasil. Em 2022, o presidente também esteve em programas como Flow e Podpah.

Para a equipe de campanha, uma entrevista nesse formato pode representar uma oportunidade de apresentar propostas com mais tempo para desenvolver os assuntos. Ao contrário de um debate, em que o candidato precisa dividir o tempo com os demais concorrentes e responder a perguntas dentro de regras previamente estabelecidas, uma conversa em podcast tende a permitir respostas mais extensas.

A decisão sobre a presença de Lula está relacionada ainda ao formato definido para o encontro. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Lula teria interesse em participar de debates, mas defendeu um modelo que possibilite uma comparação mais direta entre os candidatos.

Em declaração divulgada pelo Poder360, Edinho afirmou que o presidente não teria interesse em um formato no qual fizesse uma pergunta e precisasse esperar muitos minutos para voltar a participar. Segundo ele, a intenção de Lula seria apresentar e confrontar propostas com os adversários.

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