Pesquisas da semana mostram cenário disputado pelas duas vagas de São Paulo no Senado

A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado ganhou novos contornos ao longo desta semana. Diferentes pesquisas divulgadas nos últimos dias mostram um cenário bastante próximo entre os candidatos que aparecem nas primeiras posições. Os percentuais variam de acordo com o instituto, a data das entrevistas e a metodologia utilizada.
Entre os nomes que aparecem com maior frequência no grupo da frente estão Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Derrite e André do Prado. Ricardo Salles também aparece nos levantamentos, embora com percentuais inferiores aos registrados pelos quatro principais nomes.
O resultado mais recente do Datafolha, divulgado em 24 de setembro, mostra Marina Silva com 15% das intenções de voto, seguida por Simone Tebet, com 14%. Guilherme Derrite e André do Prado aparecem com 12% cada. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os quatro estão dentro de uma faixa de empate técnico. A pesquisa da Quaest, divulgada no dia anterior, apresentou outra configuração. Guilherme Derrite registrou 16%, enquanto Marina Silva apareceu com 13% e Simone Tebet com 12%. André do Prado marcou 8%.
Os números mostram por que é importante observar mais de um levantamento antes de tirar conclusões sobre a corrida eleitoral. Uma pesquisa pode apresentar um candidato numericamente à frente, enquanto outra, realizada em período próximo, pode mostrar uma ordem diferente.
No Paraná Pesquisas, divulgado em 22 de setembro, Simone Tebet registrou 29,6%, Guilherme Derrite teve 29,3% e Marina Silva marcou 28,3%. André do Prado apareceu com 25%. Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, os quatro primeiros ficaram tecnicamente próximos.
Já o levantamento RealTime Big Data, divulgado em 21 de setembro, apresentou Guilherme Derrite com 20%, André do Prado com 18%, Simone Tebet com 17% e Marina Silva com 14%. A margem de erro foi de dois pontos percentuais.
Outro levantamento divulgado nesta semana foi o da Vox Brasil. Realizado entre 20 e 22 de setembro, com 1.480 eleitores paulistas, o estudo apresentou Guilherme Derrite com 28,2%, André do Prado com 26,6%, Marina Silva com 25,9% e Simone Tebet com 23,1%.
A margem de erro da pesquisa foi de 2,55 pontos percentuais. Como cada eleitor poderia indicar até dois candidatos, os percentuais não devem ser somados como se representassem uma única escolha. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-07745/2026. Por que os números mudam tanto? Uma das principais razões está justamente na metodologia. Os institutos entrevistam grupos diferentes de eleitores, em datas distintas e utilizando formas próprias de coleta das informações.
Além disso, São Paulo terá duas cadeiras em disputa. Isso significa que o eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado na eleição de outubro. Os dois candidatos mais votados no estado serão eleitos, sem necessidade de segundo turno para o cargo.
Outro ponto importante é o número de eleitores que ainda não declarou uma preferência. Na pesquisa Vox Brasil, por exemplo, 39,8% disseram não saber ou não responderam, enquanto 19,5% indicaram branco ou nulo. Esse tipo de dado ajuda a dimensionar o espaço que ainda existe para mudanças durante a campanha.
Com os levantamentos publicados entre 21 e 25 de setembro, o quadro paulista permanece marcado por oscilações. Marina Silva aparece numericamente na frente em alguns estudos, enquanto Guilherme Derrite lidera outros. Simone Tebet e André do Prado também aparecem próximos em diferentes levantamentos.
Isso significa que os números devem ser observados sempre levando em conta a data da pesquisa, a margem de erro e a metodologia adotada. Pesquisas eleitorais retratam a intenção dos entrevistados no momento em que foram realizadas e não representam, por si só, o resultado da votação.



