Pesquisa Quaest mede a disputa presidencial no segundo maior colégio eleitoral

Minas Gerais volta a ocupar espaço importante no debate sobre as eleições de 2026. Uma nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta semana apresenta um retrato atualizado da intenção de voto dos mineiros para a Presidência da República e mostra um cenário bastante próximo entre os principais nomes testados.
O levantamento ouviu 1.506 eleitores de Minas Gerais entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. No cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 35% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) registra 30%.
Na rodada anterior realizada em Minas, Lula tinha 31%, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 27%. Os dois oscilaram positivamente, mas a diferença entre eles permanece dentro de uma faixa que precisa ser analisada considerando a margem de erro da pesquisa. Outros nomes também foram incluídos no questionário, entre eles o escritor Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Os demais candidatos testados aparecem com percentuais menores no levantamento.
O resultado mostra, portanto, como o eleitorado mineiro está distribuindo suas preferências neste momento da corrida eleitoral. Como ocorre com qualquer pesquisa de intenção de voto, os números representam o período em que as entrevistas foram realizadas e podem mudar conforme a campanha avança.
A simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro apresenta outro cenário relevante. De acordo com a Quaest, os dois aparecem com 40% das intenções de voto entre os entrevistados de Minas Gerais. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 40%, enquanto Lula registrava 37%. O novo levantamento mostra uma oscilação de três pontos para Lula, enquanto o percentual de Flávio permaneceu igual.
Além dos candidatos, 13% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo, enquanto 7% não souberam responder ou ainda estavam indecisos. Esses números ajudam a entender o momento atual da disputa, mas não devem ser interpretados como uma previsão do resultado das urnas. Até outubro, os eleitores ainda terão contato com debates, propostas, propaganda eleitoral e novos levantamentos.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, atrás apenas de São Paulo. O estado possui mais de 16 milhões de eleitores aptos a votar, o que faz com que seu comportamento eleitoral seja acompanhado de perto durante as campanhas presidenciais.
Outro fator que costuma colocar Minas no centro das análises é seu histórico eleitoral. Desde a redemocratização, os candidatos que venceram a eleição presidencial também obtiveram maioria no estado. Esse dado histórico, porém, não significa que o comportamento dos eleitores mineiros determine antecipadamente o resultado nacional.
A pesquisa atual também acontece em um momento no qual diferentes levantamentos vêm apresentando retratos variados da disputa. Uma pesquisa Real Time Big Data realizada poucos dias antes, por exemplo, encontrou Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35% no primeiro turno em Minas Gerais. No segundo turno, os dois também ficaram próximos, dentro da margem de erro.
O levantamento da Quaest não se limita à corrida presidencial. O questionário também contempla a disputa pelo governo de Minas Gerais e pelas duas vagas do estado no Senado. Além da intenção de voto, os entrevistados são questionados sobre conhecimento dos candidatos, potencial de voto e rejeição. A pesquisa ainda procura medir a avaliação dos governos estadual e federal, além da percepção dos mineiros sobre os principais problemas do estado.



