Nova pesquisa surpreende a 10 dias da eleição e mostra rejeição de Lula

A disputa pela Presidência da República chega à reta final do primeiro turno com índices elevados de rejeição entre os dois principais nomes do cenário eleitoral. Levantamento BTG/Nexus divulgado em setembro mostra que 50% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro (PL) de jeito nenhum, enquanto 49% deram a mesma resposta em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os números fazem parte de uma pesquisa que também avaliou as intenções de voto e o potencial eleitoral dos candidatos. Como a diferença entre os percentuais está dentro da margem de erro, os resultados devem ser interpretados considerando a incerteza estatística do levantamento.
A pesquisa mais recente citada foi realizada pelo instituto Nexus entre 18 e 20 de setembro, com 2.006 eleitores entrevistados por telefone em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00485/2026. Esses dados são importantes para contextualizar os percentuais de rejeição, já que pesquisas eleitorais representam um recorte do eleitorado no período em que foram realizadas e podem apresentar variações em levantamentos posteriores.
No caso de Flávio Bolsonaro, além dos 50% que disseram rejeitar seu nome, 30% dos entrevistados afirmaram que ele seria o único candidato em quem votariam. Outros 17% disseram que poderiam votar nele, mas também considerariam outro nome. Uma parcela de 2% declarou não conhecer o senador o suficiente para responder, enquanto 1% não soube ou não respondeu. Os dados mostram, portanto, uma divisão entre eleitores que apresentam uma rejeição definida, aqueles que demonstram preferência exclusiva e um grupo que ainda admite considerar outras opções durante a disputa.
Entre os eleitores que avaliaram a candidatura de Lula, 49% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Outros 37% afirmaram que o petista seria o único candidato em quem votariam, enquanto 12% disseram que poderiam escolher Lula, mas também considerariam outro concorrente. Cerca de 1% declarou não conhecer o presidente o suficiente e outro 1% não soube ou não respondeu. A distribuição indica que, além do índice de rejeição, o levantamento procurou medir o chamado potencial de voto, permitindo observar diferentes níveis de disposição do eleitorado em relação aos principais candidatos.
A pesquisa também mediu a rejeição de outros concorrentes à Presidência. Segundo os dados divulgados, Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) aparecem com percentuais diferentes dos registrados pelos dois nomes mais citados na disputa. O levantamento BTG/Nexus anterior, realizado entre 4 e 7 de setembro, havia registrado 50% de rejeição para Flávio e 49% para Lula, indicando que os percentuais permaneceram próximos ao longo das duas rodadas. Outros levantamentos, entretanto, apresentam números diferentes, reforçando que pesquisas realizadas por institutos distintos e em períodos diferentes não devem ser tratadas como um único retrato permanente do eleitorado.
Com a aproximação do primeiro turno, os índices de rejeição passam a integrar o conjunto de indicadores utilizados para acompanhar o cenário eleitoral, ao lado das intenções de voto, do potencial de escolha e dos eleitores que ainda podem mudar de posição. Os números do BTG/Nexus mostram uma diferença de apenas um ponto percentual entre Lula e Flávio nesse indicador específico, dentro da margem de erro da pesquisa. O levantamento não permite, isoladamente, determinar o resultado da eleição, mas registra como estava distribuída a rejeição aos candidatos entre os entrevistados no período de 18 a 20 de setembro. Novas pesquisas poderão apresentar variações conforme o cenário eleitoral e o momento da coleta.



