Disputa pelo Senado em São Paulo ganha novos contornos

A corrida por duas vagas no Senado Federal em São Paulo ganhou novos contornos com a divulgação de uma pesquisa do Real Time Big Data nesta segunda-feira, 21 de setembro. O levantamento mostra uma disputa bastante próxima entre diferentes nomes e reforça a importância das próximas semanas para os candidatos que buscam espaço no maior colégio eleitoral do país.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores paulistas entre os dias 16 e 19 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-07495/2026.
Considerando a média das duas opções de voto para o Senado, Guilherme Derrite (PP) aparece com 20% das intenções de voto. André do Prado (PL) tem 18%, enquanto Simone Tebet (PSB) registra 17%. Marina Silva (Rede) aparece com 14%.
Pela margem de erro, os números indicam proximidade entre os principais nomes. Ricardo Salles (Novo) aparece com 9%, seguido por Soninha Francine (Cidadania), com 3%. Guto Schiavetto (Missão) e Geraldo Rufino (Podemos) registram 2% cada.
O levantamento também aponta 6% de votos nulos ou brancos, enquanto 7% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. Uma particularidade da eleição para o Senado em 2026 é que os eleitores paulistas escolherão dois representantes. Por isso, a pesquisa apresenta os resultados considerando o primeiro e o segundo voto separadamente.
No primeiro voto, Derrite aparece com 24%, seguido por Simone Tebet, com 18%, André do Prado, com 16%, e Marina Silva, com 15%. Já no segundo voto, André do Prado registra 20%, enquanto Derrite e Simone Tebet aparecem com 16% cada. Marina Silva soma 13%.
Essa diferença ajuda a explicar por que a disputa apresenta números diferentes dependendo da forma como as intenções são analisadas. O eleitor pode manifestar preferência por dois nomes distintos, e a combinação dessas escolhas será importante no resultado final.
A fotografia eleitoral também chama atenção quando comparada com pesquisas divulgadas anteriormente. Em levantamento do Real Time Big Data realizado entre 9 e 11 de setembro, por exemplo, Derrite tinha 19%, enquanto Simone Tebet e André do Prado apareciam com 17% cada. Marina Silva registrava 13%.
Outro levantamento, divulgado pelo Paraná Pesquisas em 14 de setembro, apresentou números diferentes. Na pesquisa estimulada, Marina Silva tinha 30,4%, Simone Tebet 29,5% e Guilherme Derrite 28,9%. André do Prado aparecia com 19,3% e Ricardo Salles com 16,4%.
As diferenças entre os levantamentos mostram como o cenário pode variar de acordo com período de coleta, metodologia e momento da campanha. Por isso, uma única pesquisa não representa necessariamente a fotografia definitiva da eleição.
Com a proximidade do período eleitoral, os candidatos devem intensificar a apresentação de propostas, a participação em debates e o contato com diferentes regiões do estado. São Paulo reúne perfis bastante diversos de eleitores, desde a capital e a região metropolitana até cidades do interior e do litoral. Essa diversidade faz com que a disputa pelo Senado envolva diferentes temas e públicos.
Os números divulgados nesta segunda-feira, portanto, servem principalmente para mostrar o cenário encontrado pelos pesquisadores entre 16 e 19 de setembro. Até a votação, novas pesquisas poderão apresentar mudanças nas intenções de voto.
Para o eleitor, acompanhar diferentes levantamentos, observar as propostas dos candidatos e consultar informações oficiais são formas de entender melhor a disputa antes de tomar sua decisão nas urnas.
A eleição para o Senado em São Paulo promete seguir movimentada até outubro. Com duas cadeiras em disputa e vários candidatos próximos nas pesquisas, cada nova rodada de levantamento poderá acrescentar elementos importantes ao cenário eleitoral.



