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Eduardo Bolsonaro volta a ser destaque após decisão que chama atenção

Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal após a conclusão de um processo administrativo disciplinar que apurou sua ausência do trabalho. A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em 18 de setembro, e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026.

A medida encerra oficialmente o vínculo de Eduardo com a Polícia Federal, instituição na qual ocupava o cargo de escrivão. De acordo com a decisão administrativa, o motivo da demissão foi o abandono de cargo, caracterizado pela ausência injustificada ao serviço por mais de 30 dias consecutivos.

O caso vinha sendo analisado pela própria Polícia Federal desde o início do ano. O procedimento administrativo disciplinar foi instaurado depois que Eduardo, que estava nos Estados Unidos, não retornou ao posto que ocupava na corporação após deixar de exercer o mandato de deputado federal. A legislação prevê mecanismos específicos para a apuração de faltas funcionais de servidores públicos, incluindo situações de ausência prolongada sem justificativa aceita pela administração.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Durante esse período, passou a atuar politicamente fora do Brasil e afirmou que permanecia no país por considerar estar sendo alvo de perseguição política. Com a perda do mandato parlamentar, a situação funcional dele na Polícia Federal passou a ser analisada pelas autoridades responsáveis.

A investigação administrativa avançou ao longo de 2026 e foi concluída pela Polícia Federal antes de ser encaminhada ao Ministério da Justiça. Em julho, a corporação já havia concluído o processo e indicado a aplicação da penalidade de demissão. A decisão final, entretanto, dependia da autoridade competente para formalizar o desligamento.

A portaria assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva representa essa etapa final. O documento registra o enquadramento administrativo relacionado ao abandono de cargo e determina a saída de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal. A publicação no Diário Oficial tornou a decisão pública e oficial.

A demissão ocorre em um momento de intensa movimentação envolvendo o ex-deputado. Eduardo também é alvo de decisões judiciais relacionadas ao processo que tramitou no Supremo Tribunal Federal. Em junho, a Primeira Turma do STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Em setembro, o colegiado manteve a condenação ao analisar recursos apresentados pela defesa.

Apesar da proximidade temporal entre os acontecimentos, a demissão da Polícia Federal possui fundamento administrativo próprio. O ato publicado pelo Ministério da Justiça aponta o abandono de cargo como razão para a penalidade, resultado do processo disciplinar conduzido pela corporação.

A trajetória de Eduardo Bolsonaro na Polícia Federal começou antes de sua carreira política. O vínculo com a instituição permaneceu durante os anos em que exerceu mandato parlamentar, período no qual ficou afastado das atividades funcionais para exercer a função eletiva.

Com a publicação da portaria, Eduardo deixa definitivamente o cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão também encerra o processo administrativo que vinha sendo conduzido para avaliar sua situação funcional. O caso passa, agora, a integrar o histórico administrativo do ex-deputado, enquanto os demais processos judiciais relacionados a ele seguem seus próprios procedimentos e prazos.

A publicação da decisão no Diário Oficial da União coloca fim a uma etapa que vinha sendo acompanhada desde o início do ano. O documento oficial estabelece o desligamento e registra o fundamento utilizado pela administração pública para aplicar a penalidade.

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