Levantamento aponta vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula no 2º turno

A corrida pela Presidência da República ganhou um novo elemento de atenção neste início de setembro. Uma pesquisa do Instituto Veritá, divulgada neste domingo (6), colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições de 2026. De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 48,5% das intenções de voto, enquanto Lula registra 43,1%, uma diferença de 5,4 pontos percentuais. Brancos e nulos somam 4,9%, enquanto 3,6% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
O resultado chama atenção principalmente porque apresenta uma vantagem de Flávio sobre Lula em uma simulação direta entre os dois nomes. Considerando apenas os votos atribuídos aos candidatos, excluindo brancos e nulos, o levantamento aponta 53% para Flávio e 47% para Lula. Ainda assim, é importante destacar que pesquisas eleitorais representam um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas e não antecipam o resultado das urnas. O cenário eleitoral permanece sujeito a mudanças ao longo da campanha, especialmente diante da distância até a votação e da movimentação dos demais candidatos.
A pesquisa também apresentou outros cenários de segundo turno, e neles o quadro é diferente. Contra Augusto Cury (Avante), Lula aparece com 35,6%, enquanto o escritor registra 27%. Nesse confronto, 11,3% dos entrevistados afirmaram votar branco ou nulo e 26,1% não souberam ou não responderam. Os números mostram que a vantagem registrada por Flávio no confronto direto com Lula não se repete automaticamente quando outros nomes são colocados na disputa, indicando que a configuração da eleição pode mudar significativamente de acordo com os candidatos presentes em cada cenário.
Pablo Marçal (PRTB) também foi incluído entre as simulações. Nesse caso, Lula aparece com 38,4%, contra 28,6% de Marçal. Brancos e nulos somam 10,7%, enquanto 22,3% dos entrevistados não souberam ou não responderam. O levantamento registra ainda a situação jurídica de Marçal: apesar de sua candidatura ter sido registrada, ele foi declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e sua defesa busca suspender os efeitos da decisão enquanto recursos são analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outro nome testado foi Renan Santos (Missão). Em um eventual segundo turno entre ele e Lula, o presidente aparece com 37,8% das intenções de voto, enquanto o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) soma 19,3%. Nesse cenário, 17% escolheriam branco ou nulo e 25,8% não souberam ou não responderam. O levantamento também colocou Ronaldo Caiado (PSD) diante de Lula, com o presidente registrando 36,8% contra 24,9% do ex-governador de Goiás. Os números indicam que, nas demais simulações divulgadas, Lula mantém vantagem sobre os adversários testados.
Para chegar aos resultados, o Instituto Veritá entrevistou 3.804 eleitores em todo o país entre os dias 1º e 4 de setembro. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09426/2026. Como ocorre com qualquer pesquisa eleitoral, os números devem ser analisados considerando a metodologia, o período das entrevistas e a margem de erro antes de serem interpretados como uma tendência definitiva da eleição.
O resultado chega em um momento de intensa movimentação na disputa presidencial e acrescenta um novo capítulo à corrida entre Lula e Flávio Bolsonaro. Enquanto outras pesquisas recentes apontam uma disputa apertada entre os dois em cenários de segundo turno, o levantamento Veritá apresenta uma vantagem mais ampla para o senador. Com a campanha avançando e os eleitores ainda sujeitos a mudanças de opinião, os próximos levantamentos serão importantes para indicar se essa diferença representa apenas uma fotografia momentânea ou se poderá se transformar em uma tendência ao longo da disputa eleitoral.


