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Jovem não resiste após receber diagnóstico errado no Rio

Uma ocorrência registrada no Rio de Janeiro chamou a atenção nos últimos dias e levantou questionamentos sobre a importância de uma avaliação médica cuidadosa diante de sintomas persistentes. Uma professora de 26 anos procurou atendimento em uma unidade de saúde da Zona Norte do Rio em duas ocasiões no mesmo dia, mas acabou sendo liberada após passar por exames.

Segundo informações divulgadas pelo iG, a jovem, identificada como Giulia Silva de Araújo, chegou ao Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, durante a manhã. Ela relatava dor no peito e falta de ar. Após ser avaliada, realizou exames e recebeu alta.

Algumas horas depois, porém, os sintomas continuaram. Giulia voltou ao mesmo hospital por volta do fim da manhã, buscando uma nova avaliação. Durante esse segundo atendimento, apresentou uma piora no estado de saúde e chegou a desmaiar enquanto aguardava atendimento.

Mesmo com a nova avaliação e a realização de outros exames, ela acabou sendo liberada novamente. A família afirma que o quadro apresentado havia sido relacionado a uma possível crise de ansiedade. A situação, entretanto, evoluiu de maneira inesperada após o retorno para casa.

Mais tarde, familiares levaram a professora para outra unidade de saúde, o Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a reportagem, ela chegou ao local por volta das 17h, já em uma condição extremamente delicada. A equipe médica realizou os procedimentos necessários, mas não conseguiu reverter o quadro. O falecimento foi confirmado às 17h25.

Após o caso ganhar repercussão, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que a jovem recebeu atendimento e passou pelos procedimentos previstos para a avaliação de possíveis problemas cardíacos. De acordo com a secretaria, entre os parâmetros avaliados estavam pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, temperatura e saturação de oxigênio. O primeiro eletrocardiograma, ainda conforme a pasta, não apresentou alterações.

Na segunda passagem pelo hospital, novos exames foram realizados. Também foram solicitados hemograma e radiografia do tórax. A unidade informou que os resultados não apontaram alterações naquele momento. A direção do hospital lamentou o ocorrido e declarou que a paciente permaneceu em observação e foi reavaliada antes da segunda alta. A família registrou um boletim de ocorrência, e o caso passou a ser investigado pela 59ª Delegacia de Polícia, em Duque de Caxias.

Neste momento, ainda não há uma conclusão oficial sobre as circunstâncias que levaram à morte da professora. A investigação deverá analisar os atendimentos realizados, os exames solicitados e as condições apresentadas pela paciente em cada momento.

O episódio também chama atenção para uma questão importante: sintomas como falta de ar, dor no peito, desmaio ou uma mudança repentina no estado físico precisam ser comunicados detalhadamente aos profissionais de saúde, especialmente quando persistem ou retornam após uma primeira avaliação.

O caso segue em apuração pelas autoridades. Até que a investigação seja concluída, não é possível afirmar que houve erro no atendimento ou estabelecer uma relação direta entre o diagnóstico inicial e o desfecho.

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