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Flávio abre o jogo sobre o futuro de Bolsonaro

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (30) que a participação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um eventual governo dependeria da vontade do próprio ex-presidente. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, da Record, em meio à campanha eleitoral de 2026.

Questionado sobre qual função Jair Bolsonaro poderia exercer caso Flávio fosse eleito, o senador afirmou que considera o pai um importante conselheiro e destacou sua experiência política. Flávio também disse que gostaria de contar com a presença de Jair durante a campanha, mas ressaltou que os dois ainda não haviam conversado especificamente sobre uma eventual participação formal em seu governo.

A possibilidade de Jair Bolsonaro ocupar um ministério foi levantada diretamente durante a entrevista. Ao ser questionado se o ex-presidente poderia integrar a equipe ministerial de uma eventual administração, Flávio respondeu que a decisão estaria condicionada à vontade do pai. “Vai depender da vontade dele”, afirmou o candidato, segundo o Poder360.

A declaração acrescenta um novo elemento à estratégia de Flávio para a campanha presidencial. Jair Bolsonaro continua sendo uma das principais referências políticas do grupo e exerce influência sobre o eleitorado que apoia o bolsonarismo. Ao mesmo tempo, Flávio vem tentando construir sua própria candidatura e apresentar propostas para diferentes áreas do governo.

Durante a entrevista, Flávio também foi questionado sobre outros temas relacionados à sua campanha e a um eventual governo. Entre os assuntos abordados estiveram questões econômicas, segurança pública, relações com o Congresso e propostas para áreas consideradas prioritárias pelo candidato.

A possibilidade de participação de Jair Bolsonaro em um futuro governo também ocorre em um contexto de intensa disputa eleitoral. Flávio busca avançar na corrida pelo Palácio do Planalto e consolidar sua posição entre os eleitores alinhados à direita, enquanto enfrenta a concorrência de outros nomes e a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diferentes cenários de pesquisa.

Flávio afirmou ainda que vê o pai como alguém que poderia contribuir politicamente, independentemente de ocupar ou não um cargo oficial. A ideia apresentada pelo senador é que Jair Bolsonaro continue exercendo influência como conselheiro, enquanto uma eventual definição sobre ministério dependeria de uma conversa futura entre os dois.

A declaração também chama atenção porque, até o momento, Flávio afirmou não ter tratado diretamente com Jair sobre a possibilidade de nomeá-lo para uma pasta. Dessa forma, a hipótese de um ministério não foi apresentada como uma decisão tomada, mas como uma possibilidade condicionada à vontade do ex-presidente.

A fala ocorre poucos dias depois de Flávio participar de uma série de agendas de campanha em diferentes regiões do país. O senador tem utilizado entrevistas e eventos públicos para apresentar propostas e responder a questionamentos sobre sua candidatura, além de reforçar a importância de manter a unidade do grupo político ligado ao seu sobrenome.

Em outro momento recente da campanha, Flávio também participou de entrevistas sobre temas como economia, jornada de trabalho, anistia e sua relação com o Supremo Tribunal Federal. O candidato vem buscando definir uma plataforma própria, ao mesmo tempo em que mantém Jair Bolsonaro como uma figura central de sua campanha.

A possibilidade de o ex-presidente assumir uma função no governo, portanto, permanece em aberto. Pela declaração de Flávio, qualquer definição dependeria primeiro da vontade de Jair Bolsonaro e de uma eventual conversa entre pai e filho sobre o assunto.

A campanha presidencial entra agora em uma fase de maior intensidade, com os candidatos ampliando agendas, entrevistas e ações voltadas à conquista de votos. Nesse cenário, o papel de Jair Bolsonaro na campanha de Flávio e, eventualmente, em uma futura administração tende a continuar sendo um dos assuntos acompanhados pelos eleitores.

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