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Pesquisa ao Senado em MS coloca Azambuja na frente e acende alerta para Soraya Thronicke

A disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado ganhou um novo retrato com a divulgação da pesquisa IPR/Correio do Estado realizada após a definição das candidaturas. O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) aparece na liderança da média entre o primeiro e o segundo votos estimulados, com 23,02%, enquanto Capitão Contar (PL) surge na segunda posição, com 17,09%. O levantamento, feito entre 19 e 23 de agosto, ouviu 784 eleitores de 17 municípios que, juntos, concentram 68% da população sul-mato-grossense. Os números indicam uma vantagem de 5,93 pontos percentuais de Azambuja sobre Contar e mostram que, neste momento da campanha, os dois nomes do PL ocupam as primeiras posições do cenário pesquisado. 

Logo atrás aparece uma disputa mais apertada. O deputado federal Vander Loubet (PT) registra 8,99% na média dos dois votos, enquanto a senadora Soraya Thronicke (PSB), candidata à reeleição, marca 8,10%. A diferença entre os dois é de apenas 0,89 ponto percentual — 8,99% menos 8,10% — e está bem abaixo da margem de erro informada pelo instituto, de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Por esse motivo, os dados não sustentam a afirmação de que Soraya esteja fora da disputa ou que suas chances de reeleição sejam “quase zero”. Considerada a margem de erro, Soraya e Vander aparecem em situação de proximidade estatística nesta etapa da campanha. 

Outro dado relevante é o tamanho do eleitorado que ainda não definiu plenamente seus votos. Segundo o levantamento, os indecisos representam 23,60% da amostra, enquanto os votos brancos e nulos somam 9,50%. Juntos, esses dois grupos chegam a 33,10%, percentual superior ao registrado individualmente por qualquer candidato. Esse número ajuda a explicar por que o cenário permanece aberto, especialmente porque cada eleitor de Mato Grosso do Sul poderá escolher dois nomes para o Senado nesta eleição. Em uma disputa com duas cadeiras disponíveis, movimentos de campanha, alianças políticas e a capacidade de conquistar o eleitor ainda sem escolha definida podem modificar a distribuição das preferências até o dia da votação. 

Entre os demais concorrentes, Beto do Movimento (PSOL) aparece com 3,06%, seguido por Roberto Oshiro (Novo), com 2,04%; Daniel Junior (Agir), com 1,66%; e Luiz Lemes (DC), com 1,40%. A pesquisa também mostra que Azambuja vem avançando ao longo da série do IPR: ele tinha 18,18% em março, passou para 20,03% em abril, chegou a 22% em junho e atingiu 23,02% em agosto. Capitão Contar apresenta maior estabilidade, saindo de 17,16% em março para 17,09% agora. Vander também cresceu em relação a março, quando tinha 6,95%, enquanto Soraya passou de 7,97% para 8,10% no mesmo intervalo. As variações ajudam a dimensionar o momento das candidaturas, mas não devem ser interpretadas como previsão do resultado final. 

O levantamento traz ainda um indicador que merece atenção na campanha de Soraya. No quesito rejeição, a senadora aparece com 13,90%, o maior percentual entre os candidatos apresentados aos entrevistados nessa rodada. Vander Loubet registra 10,33%, Capitão Contar aparece com 8,16% e Reinaldo Azambuja, com 4,85%. Ao mesmo tempo, 34,69% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes. Na pesquisa espontânea para o primeiro voto, quando os candidatos não são apresentados previamente, Capitão Contar aparece com 5,10%, seguido de Azambuja, com 2,42%, Soraya, com 1,15%, e Vander, com 0,26%. Nesse recorte, 86,10% dos entrevistados ainda não souberam indicar espontaneamente um candidato, reforçando o elevado grau de indefinição existente neste momento. 

A pesquisa IPR/Correio do Estado tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. Foram entrevistados 784 eleitores entre 19 e 23 de agosto de 2026, e o levantamento está registrado sob os números BR-05012/2026 e MS-07621/2026. Os dados colocam Reinaldo Azambuja em uma posição mais confortável e mostram Capitão Contar ocupando a segunda colocação, enquanto Vander Loubet e Soraya Thronicke aparecem em uma faixa significativamente inferior aos dois líderes. Para Soraya, o desafio passa por ampliar sua preferência e reduzir a rejeição registrada. Ainda assim, com 33,10% na soma de indecisos, brancos e nulos, não é possível afirmar, com base apenas nesta pesquisa, que a disputa esteja definida. A corrida pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul continua aberta. 

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