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Aluna falece depois de realizar exame em hospital e caso levanta dúvida

A morte da estudante de Psicologia Tayana Cristina Lopes de Toledo, de 37 anos, passou a ser investigada pela Polícia Civil do Paraná depois que familiares levantaram questionamentos sobre os acontecimentos que antecederam o agravamento do estado de saúde dela. Tayana morreu na madrugada de segunda-feira (24), após permanecer internada no Hospital e Maternidade Norospar, em Umuarama. Segundo os familiares, ela havia procurado atendimento inicialmente para investigar uma dor no joelho e realizou uma ressonância magnética com sedação em uma clínica especializada da cidade. A família afirma que a estudante estava bem antes do procedimento e começou a apresentar sintomas diferentes após o exame. Diante das dúvidas sobre a sequência dos acontecimentos, a polícia abriu uma investigação para esclarecer o caso.

De acordo com o relato da prima, Sofia Fernanda Lopes Martins, Tayana iniciou o exame por volta das 10h da quarta-feira (19). A estudante já teria tentado realizar o mesmo procedimento anteriormente, mas não conseguiu permanecer no equipamento devido à claustrofobia. Por esse motivo, segundo a família, foi utilizada sedação na nova tentativa. Durante a realização da ressonância, Tayana teria apresentado tremores intensos e a prima foi chamada ao local depois que ela começou a passar mal. Ainda conforme o relato familiar, o exame foi concluído mesmo após o episódio. Depois de deixar o equipamento, a estudante teria relatado uma sensação intensa de frio e recebeu cobertores. Na sequência, apresentou diarreia, e os familiares afirmam que receberam a informação de que os sintomas poderiam estar relacionados à sedação.

Ainda segundo a família, Tayana permaneceu consciente após o procedimento e teria manifestado vontade de retornar para casa para descansar. Os familiares afirmam que ela foi liberada e seguiu para sua residência, mas o quadro não teria apresentado melhora. Conforme o relato da prima, os sintomas continuaram ao longo das horas seguintes e, posteriormente, a estudante teria apresentado sangue na urina. A família entrou em contato com a médica responsável pelo procedimento para comunicar a evolução do quadro e, segundo Sofia, recebeu orientação para levar Tayana ao Pronto Atendimento Municipal de Umuarama. A intenção, conforme o relato, era que ela fosse avaliada por um médico plantonista que já teria conhecimento da situação. A partir desse momento, a estudante passou por nova avaliação e o estado de saúde continuou a preocupar os familiares.

No Pronto Atendimento, de acordo com as informações apresentadas pela família, os sintomas foram avaliados e houve a possibilidade de relação com o procedimento realizado anteriormente. O quadro, entretanto, teria apresentado novas alterações ao longo das horas seguintes. Por volta das 22h, Tayana precisou ser intubada e, posteriormente, foi encaminhada ao Hospital e Maternidade Norospar. A estudante permaneceu internada em estado grave até a madrugada de segunda-feira (24). A família relata que ela apresentou comprometimento pulmonar durante a internação e que os médicos precisaram retirar aproximadamente dois litros de líquido dos pulmões. Esses relatos fazem parte das informações apresentadas pelos familiares e deverão ser confrontados com os documentos médicos e demais elementos reunidos durante a investigação.

A Polícia Civil do Paraná, por meio da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da morte. Até o momento, segundo a corporação, a investigação está em fase de análise e não foram divulgados detalhes sobre eventuais diligências realizadas ou conclusões sobre a causa do agravamento. A abertura do procedimento não significa que exista uma responsabilidade definida, mas permite que as autoridades examinem a sequência dos fatos, os atendimentos recebidos pela paciente e os registros relacionados ao procedimento médico. Exames, prontuários, depoimentos e outros documentos poderão ajudar a esclarecer o que aconteceu entre a realização da ressonância e a evolução do quadro de saúde da estudante.

Enquanto a investigação prossegue, familiares e amigos se despedem de Tayana Cristina Lopes de Toledo, cuja trajetória foi marcada também pela dedicação aos estudos de Psicologia. A família busca respostas para compreender como uma situação que começou com a realização de um exame evoluiu para uma internação e, posteriormente, para a morte da estudante. Neste momento, ainda não há conclusão oficial que estabeleça uma relação direta entre a ressonância magnética com sedação e a morte. As circunstâncias deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela apuração, com base em informações médicas e periciais. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.

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