Michelle lidera intenções de voto ao Senado; Leila, Bia e Erika estão empatadas, diz Real Time

A disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado ganhou um novo capítulo após uma declaração de Michelle Bolsonaro (PL) durante um evento político em Brasília. Candidata ao Senado, a ex-primeira-dama dividiu o palanque com o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que concorre ao Governo do Distrito Federal, mas fez questão de separar a cordialidade pessoal de sua posição eleitoral. Michelle afirmou ter carinho e respeito pela trajetória de Arruda, porém destacou que ele “não é meu candidato” na corrida pelo Palácio do Buriti. O encontro ocorreu na terça-feira (18), durante o lançamento do comitê de campanha do deputado federal Alberto Fraga (PL), candidato à reeleição. A presença dos dois chamou atenção porque Michelle já declarou apoio à atual governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP).
A fala ocorreu em um momento de intensa movimentação das candidaturas no Distrito Federal, onde alianças e aparições públicas ganham peso com o avanço da campanha. Michelle também comentou a saída de Arruda do PL e indicou que, apesar das diferenças partidárias atuais, mantém uma relação respeitosa com o ex-governador. Arruda, por sua vez, dirigiu elogios à ex-primeira-dama durante o evento. O episódio mostrou que lideranças presentes em uma mesma agenda podem estar posicionadas em projetos eleitorais distintos. No caso de Michelle, a participação no palanque ao lado de Arruda não representou uma mudança no apoio para o Governo do DF. Seu posicionamento público permanece ligado à candidatura de Celina Leão, enquanto Arruda trabalha para consolidar sua própria campanha pelo PSD.
Enquanto as articulações para o Governo do Distrito Federal movimentam o cenário local, Michelle também aparece em destaque na disputa pelo Senado. Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (19), aponta a candidata do PL à frente nas intenções de voto para uma das vagas. O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Distrito Federal entre os dias 14 e 18 de agosto, por meio de abordagens telefônicas e digitais. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Na sequência, Leila do Vôlei (PDT), Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) aparecem tecnicamente empatadas. Entre os entrevistados, 8% declararam intenção de votar em branco ou anular, enquanto 9% ainda estavam indecisos. O levantamento considerou conjuntamente primeiro e segundo votos.
Outro levantamento recente reforça o cenário competitivo entre os nomes que buscam uma cadeira no Senado. Pesquisa do Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape), divulgada na segunda-feira (17), separou as respostas entre primeiro e segundo voto, já que cada eleitor do Distrito Federal poderá escolher dois candidatos ao Senado nas eleições de outubro. No primeiro voto, Michelle Bolsonaro aparece com 22,5% das intenções. Em seguida estão Leila do Vôlei, com 10,5%; Erika Kokay, com 10,1%; e Bia Kicis, com 8,8%. Também aparecem Sebastião Coelho (Novo), com 2,1%; Tiago Tarsis (Agir), com 1,1%; e Eduardo Zanata (PSTU), com 1%. O percentual dos entrevistados que não souberam ou não responderam chegou a 34,8%, mantendo uma parcela expressiva do eleitorado ainda sem definição.
No segundo voto pesquisado pelo Igape, Michelle também aparece numericamente à frente, com 11,5%, seguida por Bia Kicis, igualmente filiada ao PL, com 8,6%. Leila do Vôlei registra 6,7%, enquanto Sebastião Coelho soma 3,5%. Erika Kokay aparece com 2,1%, Tiago Tarsis tem 1,6% e Eduardo Zanata registra 0,8%. Nesse cenário, 57,6% dos entrevistados ainda não sabiam ou não responderam em quem pretendiam votar como segunda opção. O percentual elevado de eleitores sem definição indica que o quadro ainda pode sofrer alterações ao longo da campanha, especialmente na disputa pela segunda vaga. Embora Michelle registre os maiores percentuais nesse levantamento, diferentes candidaturas continuam buscando ampliar sua presença junto ao eleitorado e transformar exposição durante a campanha em intenção de voto.
A combinação entre declarações públicas, alianças partidárias e resultados das pesquisas ajuda a explicar por que a corrida eleitoral no Distrito Federal deverá continuar movimentada até outubro. A declaração de Michelle sobre Arruda delimitou sua posição na disputa pelo governo local sem representar um rompimento pessoal, enquanto os levantamentos para o Senado mostram diferentes forças políticas buscando ampliar espaço. Pesquisas eleitorais representam um retrato do período em que as entrevistas são realizadas e não constituem uma previsão definitiva do resultado das urnas. Com duas escolhas para o Senado e uma parcela relevante de eleitores ainda sem decisão em determinados cenários, as próximas semanas poderão influenciar a consolidação das candidaturas. Novos levantamentos deverão indicar se a posição registrada por Michelle será mantida e como avançará a disputa entre os demais nomes que concorrem às duas vagas destinadas ao Distrito Federal.



