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Novos números da Quaest colocam disputa presidencial sob os holofotes

A corrida pela Presidência da República em 2026 entra em uma fase decisiva com novos números que indicam uma disputa mais apertada entre os dois principais nomes do levantamento. A pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira, 14 de agosto, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação. A maior atenção, porém, está voltada para uma eventual segunda etapa: Lula registra 43% das intenções de voto e Flávio chega a 40%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado é classificado como empate técnico. A diferença numérica entre os dois é de três pontos, menor que a observada na rodada anterior da Quaest, divulgada em 5 de agosto, quando Lula aparecia com 44% e Flávio com 39%.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula mantém a dianteira com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 31%. Bem atrás dos dois primeiros colocados aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (Novo) e o escritor Augusto Cury (Avante) registram 2% cada, enquanto Samara Martins (UP) alcança 1%. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) aparecem com 0% no levantamento. Os indecisos representam 10% dos entrevistados, e outros 8% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam. Os números revelam, portanto, uma concentração expressiva das intenções de voto nos dois nomes que atualmente ocupam as primeiras posições da pesquisa nacional.

A principal movimentação aparece justamente na simulação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior do instituto, a distância numérica entre os dois era de cinco pontos percentuais, com 44% para Lula e 39% para Flávio. Agora, essa diferença caiu para três pontos: 43% a 40%. No mesmo cenário de segundo turno, 4% dos entrevistados ainda se declaram indecisos, enquanto 13% dizem que votariam em branco, anulariam ou não iriam votar. A mudança não representa uma inversão da liderança, já que Lula permanece numericamente à frente, mas coloca as intenções de voto dos dois candidatos dentro do intervalo considerado pela margem de erro. Dessa forma, estatisticamente, o levantamento indica empate técnico. A redução da vantagem numérica também aumenta a atenção sobre as próximas rodadas de pesquisas, especialmente com a entrada oficial da campanha eleitoral e maior exposição dos candidatos ao eleitorado.

Quando enfrenta outros nomes testados pela Quaest, Lula mantém vantagens numéricas maiores nas simulações de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, o presidente aparece com 44%, diante de 37% do governador de Goiás. No confronto com Romeu Zema, Lula registra 45%, enquanto o governador de Minas Gerais soma 34%. Já diante de Renan Santos, o placar indicado pelo levantamento é de 44% a 36%. Entre os cenários apresentados, portanto, o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro é aquele que registra a menor distância numérica. Ainda assim, é importante considerar que pesquisas eleitorais representam uma fotografia do momento em que as entrevistas são realizadas e não uma previsão definitiva do resultado das urnas. Mudanças na campanha, debates, propostas apresentadas pelos candidatos e decisões de eleitores ainda indecisos podem modificar o cenário até o dia da votação.

A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores de diferentes regiões do país entre os dias 10 e 13 de agosto de 2026. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06773/2026. A divulgação ocorre justamente às vésperas de uma etapa importante do calendário das Eleições 2026. O prazo para que partidos, federações e coligações registrem formalmente suas candidaturas junto à Justiça Eleitoral termina neste sábado, 15 de agosto, e a propaganda eleitoral geral passa a ser permitida a partir de domingo, dia 16, inclusive na internet. Com a campanha entrando oficialmente nas ruas e nas plataformas digitais, a tendência é de aumento da exposição dos candidatos e da disputa pela parcela do eleitorado que ainda não definiu seu voto.

Os resultados mostram, portanto, um cenário presidencial ainda liderado numericamente por Lula, mas com Flávio Bolsonaro reduzindo a distância na principal simulação de segundo turno apresentada pela Quaest. Ao mesmo tempo, os demais candidatos permanecem com percentuais de um dígito no primeiro turno, enquanto indecisos e eleitores que indicam voto branco, nulo ou ausência ainda formam uma parcela relevante. A partir do início oficial da propaganda, os candidatos terão novas oportunidades para apresentar propostas, ampliar presença pública e tentar conquistar quem ainda não escolheu um nome. Por enquanto, a fotografia registrada pelo levantamento é objetiva: Lula aparece com 38% e Flávio com 31% no primeiro turno; em uma eventual disputa direta, o placar fica em 43% a 40%, diferença que está dentro da margem de erro. Os próximos levantamentos serão importantes para indicar se esse estreitamento continuará nas semanas que antecedem a votação ou se ficará caracterizado como uma oscilação do período pesquisado.

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