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PL pede quebra de sigilo de Marcola para apurar vazamento a Lula

O cenário político ganhou um novo capítulo após o Partido Liberal (PL) protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para ampliar as investigações sobre um suposto vazamento de informações relacionadas a uma apuração conduzida pela Polícia Federal. A solicitação foi encaminhada ao ministro André Mendonça pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e busca esclarecer se integrantes do governo federal tiveram acesso antecipado a dados considerados sigilosos durante o andamento das investigações. O caso, que segue sob segredo de Justiça, voltou a movimentar os bastidores de Brasília e ampliou o debate sobre a preservação de informações em processos de interesse público.

 

De acordo com o documento apresentado ao STF, o partido solicita a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, além da autorização para o cumprimento de mandado de busca e apreensão. O objetivo, segundo o requerimento, é reunir elementos que possam esclarecer se houve compartilhamento indevido de informações relacionadas à investigação. A iniciativa também pretende identificar a origem de um eventual vazamento e verificar se autoridades ligadas ao governo federal tiveram conhecimento prévio das ações realizadas pela Polícia Federal.

 

Além da investigação envolvendo Marco Aurélio, o PL apresentou uma série de pedidos complementares ao Supremo. Entre eles está a requisição dos registros completos de entrada e saída do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Gabinete Pessoal da Presidência da República nos últimos 30 dias, com identificação de visitantes, horários e servidores responsáveis pelos acessos. O partido também pede que a Polícia Federal informe todas as datas e horários de encontros ou despachos realizados entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da corporação entre janeiro e julho de 2026, informações que, segundo o requerimento, poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.

 

Outro ponto destacado no pedido envolve a situação de Marco Aurélio Santana Ribeiro dentro do governo e da campanha presidencial. Ele ocupou o cargo de chefe de gabinete do presidente Lula no início do terceiro mandato, deixando a função recentemente para atuar na campanha pela reeleição. No entanto, diante do avanço das investigações relacionadas ao chamado caso do empréstimo, Marco Aurélio decidiu se afastar também da coordenação da campanha para concentrar seus esforços na defesa. O episódio aumentou a atenção sobre sua atuação nos últimos meses e passou a ser acompanhado de perto por diferentes setores políticos.

 

Nos últimos dias, Marco Aurélio também divulgou um comunicado no qual afirmou ter realizado um pagamento de R$ 249 mil para Roberta, sem detalhar se o valor representa a totalidade dos recursos envolvidos na relação entre ambos. O nome dela aparece citado por ser apontada como sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, além de manter amizade com Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. Essas conexões passaram a integrar o contexto das apurações e são mencionadas nos documentos apresentados à Justiça, embora ainda dependam da análise das autoridades responsáveis pelo caso.

 

O pedido protocolado pelo Partido Liberal será analisado pelo ministro André Mendonça, que decidirá sobre a adoção ou não das medidas solicitadas. Até o momento, não há decisão judicial sobre a quebra de sigilos ou sobre os demais requerimentos apresentados. Enquanto isso, o caso segue sob acompanhamento das instituições competentes e deve continuar no centro das discussões políticas nas próximas semanas, principalmente em razão dos desdobramentos envolvendo integrantes do governo, da campanha presidencial e das investigações conduzidas pela Polícia Federal. A expectativa agora recai sobre as próximas manifestações do STF, que poderão definir os rumos dessa nova etapa da apuração.

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