Após declaração polêmica, Borja Iglesias tem encontro com Trump na premiação

Antes da decisão da Copa do Mundo de 2026, o atacante espanhol Borja Iglesias já havia chamado atenção ao comentar a possibilidade de encontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cerimônia de premiação. Conhecido por suas posições políticas, o jogador afirmou que esperava que esse momento “passasse muito rápido” e que pudesse esquecê-lo logo depois.
A expectativa se confirmou após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina, em Nova Jersey. Durante a entrega das medalhas, Trump cumprimentou os atletas das duas seleções ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Quando chegou a vez de Borja Iglesias, o atacante apertou rapidamente a mão do presidente norte-americano, evitou qualquer interação prolongada e seguiu imediatamente para o restante da cerimônia. As imagens do momento repercutiram nas redes sociais e ganharam destaque na imprensa esportiva.
Dias antes da final, Borja havia explicado que não pretendia criar qualquer tipo de polêmica durante a competição. Questionado sobre o possível encontro com Trump, respondeu em tom bem-humorado que não queria “ir para a prisão” e reforçou o desejo de que o protocolo fosse o mais breve possível. A declaração refletia suas divergências políticas com o presidente dos Estados Unidos, mas também deixava claro que sua prioridade era manter o foco na decisão do Mundial.
A cerimônia de premiação também foi marcada pela presença ativa de Donald Trump no palco. Além de entregar as medalhas aos atletas, o presidente norte-americano participou da entrega da taça ao capitão espanhol Rodri e permaneceu ao lado dos jogadores durante os primeiros instantes da comemoração do título. A permanência chamou atenção porque, em edições anteriores da Copa do Mundo, chefes de Estado normalmente deixavam o palco logo após a entrega do troféu.
Outro momento que gerou repercussão ocorreu quando Trump entrou no gramado para a cerimônia. Parte do público presente no estádio reagiu com vaias, enquanto outro grupo respondeu com aplausos, produzindo uma recepção dividida ao presidente norte-americano. Ainda assim, o protocolo seguiu normalmente, com jogadores da Espanha e da Argentina recebendo suas medalhas antes da entrega da taça aos campeões.
Dentro de campo, a Espanha conquistou seu segundo título mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. O gol decisivo foi marcado por Ferran Torres, garantindo o bicampeonato para a seleção espanhola, que repetiu o feito alcançado na Copa do Mundo de 2010. A equipe comandada pelo técnico espanhol controlou boa parte das ações ofensivas e conseguiu superar a forte resistência argentina apenas no tempo extra.
Após o apito final, os jogadores espanhóis celebraram intensamente a conquista histórica. Borja Iglesias, que havia manifestado preocupação apenas com o protocolo envolvendo Trump, participou normalmente da festa do elenco e comemorou ao lado dos companheiros o título mundial conquistado nos Estados Unidos. O episódio envolvendo o cumprimento ao presidente acabou se tornando um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, mas não ofuscou a celebração da equipe campeã.



