Entenda como está a negociação entre o Coritiba e o Santos por JP Chermont

Entenda como está a negociação entre o Coritiba e o Santos por JP Chermont

A negociação envolvendo a saída de JP Chermont do Santos para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, terá impacto também nos cofres do Coritiba. O lateral-direito estava emprestado ao clube paranaense desde fevereiro, mas deixou o Coxa após a concretização da transferência para o futebol dos Emirados Árabes Unidos. Como parte da operação, o Coritiba tem direito a receber pouco mais de R$ 2 milhões do Santos. Nos últimos dias, porém, surgiram informações diferentes sobre as condições para que esse valor fosse repassado ao Alviverde. Uma das versões divulgadas no litoral paulista apontava que o clube santista teria negociado o adiamento do pagamento e que o repasse ao Coritiba poderia ficar condicionado ao cumprimento de metas estabelecidas para o jogador. Nesse cenário, o recebimento poderia acontecer apenas em 2029. A informação gerou dúvidas sobre o acordo entre os clubes e sobre a situação financeira envolvendo a transferência de Chermont.

Diante das informações diferentes, a Banda B procurou o Coritiba para entender como ficou estabelecido o pagamento referente à negociação. Segundo o clube paranaense, o contrato de empréstimo firmado anteriormente com o Santos já determina as condições relacionadas ao repasse financeiro. O documento estabelece o percentual destinado ao Coxa, o prazo para o pagamento e as demais regras que devem ser observadas na operação. De acordo com o posicionamento do Coritiba, não existe no contrato uma previsão de que o recebimento da quantia esteja condicionado ao cumprimento de metas individuais por parte de JP Chermont. Dessa maneira, o Alviverde afirma que não participou de uma negociação para postergar o pagamento até que o lateral-direito alcance determinados objetivos durante sua passagem pelo novo clube. Para o Coritiba, a obrigação financeira segue aquilo que já havia sido estabelecido entre as partes no momento em que o empréstimo do jogador foi formalizado.

A posição do clube paranaense esclarece um dos principais pontos que geraram dúvidas nos últimos dias. O Coritiba entende que o valor ao qual tem direito pela operação deve seguir as condições previstas no contrato de empréstimo firmado com o Santos. Portanto, a transferência de Chermont para o Sharjah FC não alteraria, segundo o Alviverde, os termos que já haviam sido acordados entre os clubes. A possibilidade de o pagamento ficar para 2029, conforme a informação que circulou anteriormente, não é tratada pelo Coxa como uma condição estabelecida no contrato. O clube reforça que não houve um acordo específico para que o repasse fosse feito somente depois do cumprimento de metas pelo jogador. A explicação é importante porque o lateral estava vinculado ao Santos quando foi negociado com o clube dos Emirados Árabes Unidos, mas também possuía uma relação contratual recente com o Coritiba por conta do período de empréstimo. Com isso, o Coxa acompanha o cumprimento das obrigações financeiras previstas no documento.

Segundo o entendimento apresentado pelo Coritiba, caso o Santos não cumpra o pagamento dentro das condições estabelecidas, a situação será tratada como um eventual descumprimento contratual. Isso significa que o clube paranaense não considera que tenha aceitado voluntariamente uma alteração nas condições para receber a quantia relacionada à venda de JP Chermont. O Alviverde aguarda, portanto, que o clube paulista cumpra a obrigação financeira prevista no contrato. A diferença é importante para compreender a situação: o Coritiba não está esperando metas esportivas ou individuais do lateral-direito para ter acesso ao valor que lhe cabe. O clube afirma que os critérios para o repasse já estavam definidos antes mesmo da negociação que levou Chermont ao futebol dos Emirados Árabes Unidos. Dessa forma, eventual atraso ou ausência do pagamento seria analisado sob a perspectiva do acordo firmado entre Coritiba e Santos, e não como consequência de uma condição criada especificamente durante a transferência para o Sharjah FC.

JP Chermont chegou ao Coritiba por empréstimo em fevereiro e passou a integrar o elenco do clube paranaense durante a temporada. A passagem pelo Coxa, porém, terminou após o avanço da negociação envolvendo o Santos e o Sharjah FC. A transferência para os Emirados Árabes Unidos também passou a representar uma movimentação financeira importante para os clubes que tinham direitos ou condições estabelecidas em contratos anteriores. No caso do Coritiba, a quantia prevista supera R$ 2 milhões, valor que deverá ser repassado pelo Santos de acordo com os termos estabelecidos no contrato de empréstimo. A saída do lateral, portanto, não representa apenas uma mudança na carreira do jogador, mas também gera uma obrigação financeira entre os clubes envolvidos. O Coritiba agora acompanha o andamento da operação e espera o cumprimento daquilo que foi acordado anteriormente com o Santos.

Com a transferência de JP Chermont para o Sharjah FC, o Coritiba aguarda o pagamento da parcela que entende ter direito a receber pela operação. O clube paranaense deixou claro que as condições do repasse já estavam estabelecidas no contrato de empréstimo e que não há previsão de vinculação do pagamento ao cumprimento de metas pelo lateral-direito. A informação também afasta a versão de que o Coxa teria concordado em esperar até 2029 para receber o valor relacionado à transferência. Segundo o entendimento do Alviverde, o compromisso financeiro deve seguir os termos previamente definidos entre as partes. Caso o Santos não cumpra o que está previsto, a questão poderá ser tratada como eventual descumprimento contratual. Por enquanto, o Coritiba aguarda o cumprimento da obrigação para receber pouco mais de R$ 2 milhões pela negociação que levou JP Chermont ao futebol dos Emirados Árabes Unidos.