Novo levantamento traz resultado inesperado

Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta segunda-feira (13) pelo instituto BTG/Nexus aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança da disputa pela Presidência da República no cenário estimulado de primeiro turno. O levantamento mostra Lula com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em segundo lugar, com 34%. A diferença entre os dois é de seis pontos percentuais, dentro de um cenário que permanece polarizado entre os principais candidatos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de julho, por meio de entrevistas telefônicas com 2.003 eleitores de 16 anos ou mais em todas as regiões do país. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07981/2026 e representa um retrato do cenário eleitoral no período da coleta dos dados.
Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 29 de junho, Lula apresentou uma oscilação de dois pontos percentuais, passando de 42% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro manteve exatamente os mesmos 34% registrados anteriormente. Como a variação do presidente está dentro da margem de erro, o instituto considera que o cenário permanece estável.
Os demais nomes avaliados aparecem bem abaixo dos dois primeiros colocados. Ronaldo Caiado (PSD) registra 5% das intenções de voto. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) aparecem empatados com 4% cada. Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) alcançam 2%, enquanto Aécio Neves (PSDB) soma 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) não pontuou. Entre os entrevistados, 6% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou escolher nenhum dos candidatos, enquanto outros 3% disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder.
Além do primeiro turno, o BTG/Nexus simulou diferentes cenários de segundo turno envolvendo Lula e outros pré-candidatos. Em todas as projeções realizadas, o atual presidente aparece numericamente à frente dos adversários incluídos no levantamento.
No principal confronto, entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista registra 47% das intenções de voto contra 44% do senador do PL. Embora Lula mantenha a liderança, a diferença de três pontos percentuais fica próxima da margem de erro da pesquisa, indicando uma disputa competitiva entre os dois principais nomes do cenário eleitoral. Em relação ao levantamento anterior, Lula recuou de 49% para 47%, enquanto Flávio avançou de 43% para 44%.
Em outro cenário testado, Lula enfrenta Romeu Zema. Nesse caso, o presidente aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais alcança 40%. Outros 11% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 2% disseram não saber ou preferiram não responder.
Na simulação entre Lula e Ronaldo Caiado, o presidente também lidera, com 47%, diante de 38% do governador de Goiás. Brancos e nulos representam 13% dos entrevistados, enquanto 2% permanecem indecisos. Já no confronto entre Lula e Renan Santos, o petista chega a 49% das intenções de voto, contra 35% do adversário. Nesse cenário, 14% disseram que votariam em branco ou nulo e 2% não responderam.
Outro dado divulgado pelo instituto diz respeito à rejeição dos principais candidatos. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro de maneira alguma. Já Lula registra rejeição de 46%, número inferior ao do senador. O levantamento também mostra que 36% dos eleitores afirmam preferir Lula como próximo presidente, enquanto 32% dizem preferir um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 27% declararam desejar um nome que não esteja ligado nem ao atual presidente nem ao ex-chefe do Executivo.
Os resultados reforçam que a disputa presidencial segue concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto os demais pré-candidatos permanecem em patamares de um dígito. Como toda pesquisa de intenção de voto, o levantamento representa apenas o cenário observado durante o período de entrevistas e pode sofrer alterações ao longo da campanha eleitoral, conforme novos acontecimentos políticos e a movimentação dos candidatos.



