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Cortejo fúnebre do piloto Felipe Marques é marcado por forte comoção

A despedida do piloto da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro comoveu colegas, amigos e familiares nesta terça-feira (19), no Rio de Janeiro. O agente, que fazia parte do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais, foi homenageado em um cortejo marcado por silêncio, sirenes e muitas manifestações de carinho de quem acompanhou sua trajetória na corporação. Felipe Marques Monteiro

Felipe morreu no último domingo, após meses de internação em razão de um ferimento sofrido durante uma operação aérea realizada na comunidade da Vila Aliança, na Zona Oeste da capital fluminense. O caso, que já vinha sendo acompanhado de perto por colegas e pela população, voltou a chamar atenção para os desafios enfrentados diariamente por profissionais da segurança pública em áreas de grande tensão da cidade. Vila Aliança

O cortejo começou no início da tarde, por volta das 12h50, saindo da Lagoa, bairro onde Felipe atuou anteriormente. O trajeto passou por diferentes pontos da Zona Sul, reunindo viaturas da Polícia Civil e de outras corporações em uma última homenagem. A cerimônia seguiu até o Crematório da Penitência, na Zona Norte, onde familiares participaram do velório e da missa de despedida.

A cena chamou atenção de quem passava pelas ruas. Viaturas em fila, agentes prestando continência e o silêncio respeitoso de amigos criaram um momento de forte emoção. Entre os presentes, muitos destacavam não apenas o profissional dedicado, mas também o homem de família, lembrado como alguém reservado, comprometido e apaixonado pela aviação policial.

Nas redes sociais, Keidna Marques compartilhou mensagens emocionadas sobre o marido. Em suas publicações, ela relembrou que Felipe tinha como sonho integrar a equipe aérea da corporação e que via o trabalho como mais do que uma profissão: uma missão de vida. Segundo o relato, ele se preparou durante anos para conquistar esse espaço e levava cada operação com senso de responsabilidade e entrega.

O policial estava internado desde março de 2025. Na ocasião, o helicóptero em que ele participava de uma operação sobrevoava a região de Bangu quando foi atingido por disparos. Felipe sofreu um grave ferimento na cabeça e precisou passar por várias cirurgias ao longo dos meses. Após um longo período de internação, chegou a apresentar melhora e recebeu alta hospitalar em dezembro, sendo transferido para um centro de reabilitação. Bangu

Nos meses seguintes, entretanto, o quadro voltou a se agravar. Familiares relataram que complicações clínicas após um procedimento craniano exigiram novos tratamentos e internações. Mesmo diante das dificuldades, pessoas próximas afirmam que Felipe demonstrou força durante todo o processo, mantendo o desejo de se recuperar e voltar ao convívio com a família.

A morte do policial gerou grande repercussão no Rio de Janeiro e reacendeu discussões sobre a segurança em operações aéreas em áreas urbanas. Enquanto a investigação sobre o ataque continua, colegas de corporação prestam homenagens e lembram o legado deixado por Felipe: o de um profissional que dedicou a própria vida ao serviço público e à proteção da sociedade.

 

 

 

 

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