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Comandante Felipe Marques Monteiro, piloto da CORE, morre após mais de um ano de luta

O Rio de Janeiro perdeu neste domingo, 17 de maio de 2026, um de seus mais dedicados servidores. O comandante Felipe Marques Monteiro, piloto policial da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e do Saer, faleceu após complicações decorrentes de um grave ferimento na cabeça sofrido durante uma operação em março de 2025. Ele tinha 41 anos e deixou a esposa Keidna Marques e familiares que acompanharam sua recuperação dia após dia.

O incidente ocorreu na Vila Aliança, na Zona Oeste da capital fluminense, quando o helicóptero pilotado por Felipe foi atingido por tiros de fuzil. O projétil atravessou o para-brisa e o atingiu na cabeça, colocando-o imediatamente em estado grave. A operação integrava o esforço de combate ao crime organizado na região, e o comandante já era reconhecido pela corporação por sua habilidade e coragem em missões aéreas de alto risco.

Durante mais de 14 meses, Felipe travou uma batalha intensa na UTI. Passou por múltiplas cirurgias, períodos de coma induzido e sessões de fisioterapia. A família alternava entre esperança e momentos de angústia, compartilhando nas redes sociais pequenos progressos que mobilizavam milhares de seguidores, policiais e cidadãos comuns que se uniram em correntes de oração pelo piloto.

Um dos momentos mais emblemáticos da recuperação foi registrado quando Felipe, ainda em processo de reabilitação neurológica, pronunciou claramente a palavra “amém”. A cena, captada em vídeo pela esposa Keidna, mostrou o comandante respondendo a uma pergunta da fisioterapeuta sobre o nome da mulher. O “amém” foi interpretado pela família como um sinal de fé e resiliência, tornando-se um símbolo de força que emocionou o público e foi amplamente compartilhado.

Keidna Marques destacou, em publicações recentes, a importância da espiritualidade na trajetória do marido. Segundo relatos da família, Felipe demonstrava reações a estímulos, chamava o nome da esposa baixinho e mantinha o espírito de guerreiro mesmo nas fases mais difíceis. Nos últimos dias, porém, novas complicações como sangramentos exigiram que ele fosse sedado novamente, impedindo qualquer comunicação adicional.

A morte do comandante gerou comoção nas redes sociais e entre os colegas de farda. Mensagens de solidariedade destacam seu legado como piloto exemplar, que arriscou a vida inúmeras vezes para proteger a população. Autoridades da Secretaria de Segurança Pública e associações policiais prestaram homenagens, reforçando o papel fundamental dos profissionais da CORE nas operações de risco no estado.

O sepultamento de Felipe Marques Monteiro está previsto para os próximos dias, com honras militares. Sua história permanece como exemplo de dedicação ao serviço público e de força diante da adversidade, deixando um vazio na aviação policial do Rio de Janeiro e uma mensagem de perseverança para todos que acompanharam sua jornada.

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