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Assim foi o cumprimento de Moraes a Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes trocam cumprimento cordial em posse no TSE. Na posse do ministro Kassio Nunes Marques como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada na terça-feira (12), um momento protocolar entre Michelle Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes chamou a atenção e rapidamente se tornou tema de debate nas redes sociais. Durante a cerimônia em Brasília, Moraes se aproximou da ex-primeira-dama e a cumprimentou com um beijo no rosto, gesto retribuído de forma educada por Michelle. O encontro ocorreu minutos antes do início da solenidade oficial.

O gesto, captado por fotógrafos presentes no evento, mostra as duas figuras trocando cordialidades em meio a outras autoridades. Michelle também manteve breve conversa com Viviane Barci, esposa de Moraes, e as duas permaneceram sentadas próximas durante parte da cerimônia. Trata-se de um tipo de interação comum em ambientes institucionais brasileiros, onde cumprimentos formais transcendem divergências políticas momentâneas.

Kassio Nunes assumiu a presidência do TSE sucedendo a ministra Cármen Lúcia, em solenidade que reuniu diversas figuras do Judiciário, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal. Moraes, que presidiu o tribunal eleitoral entre 2022 e 2024, compareceu na condição de convidado como membro do STF, sem qualquer função executiva na corte no momento atual.

O episódio ganha contornos relevantes diante do histórico de forte tensão entre o bolsonarismo e Alexandre de Moraes. O ministro é frequentemente criticado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro devido a decisões judiciais relacionadas a investigações sobre atos antidemocráticos e contestação das eleições de 2022. Michelle Bolsonaro, por sua vez, mantém forte liderança simbólica entre esses setores.

Nas redes sociais, o vídeo e as fotos do cumprimento provocaram reações divididas. Parte dos bolsonaristas manifestou surpresa e desaprovação, interpretando o gesto como excessiva cordialidade ou falta de alinhamento com o momento político vivido pela família Bolsonaro. Críticas circularam com termos como “sem noção” e questionamentos sobre lealdade.

Outros apoiadores, porém, defenderam a naturalidade do ato, classificando-o como mera educação e protocolo social indispensável em eventos de alto nível. Argumentaram que ignorar autoridades presentes poderia gerar constrangimentos desnecessários e que a política brasileira historicamente registra cumprimentos semelhantes mesmo entre adversários.

O caso ilustra a complexidade das relações institucionais no Brasil, onde formalidades convivem com profundas divisões políticas. Enquanto o episódio alimenta debates acalorados nas redes, também reforça o contraste entre o ambiente protocolar do Judiciário e as paixões que dominam o debate público nas plataformas digitais.

 

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