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Bolsonaro passa bem e mexe dedos das mãos após cirurgia

A recuperação do ex-presidente Jair Bolsonaro após uma cirurgia no ombro direito tem sido acompanhada de perto por apoiadores e curiosos nas redes sociais. Na noite de sexta-feira (1º), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou o Instagram para compartilhar uma atualização que trouxe certo alívio: segundo ela, Bolsonaro já consegue movimentar os dedos da mão direita, um sinal considerado positivo dentro do processo de recuperação.

A intervenção cirúrgica foi realizada no Hospital DF Star, em Brasília, e teve como objetivo corrigir um problema no manguito rotador — estrutura importante para a mobilidade e estabilidade do ombro. De acordo com boletim médico divulgado pela unidade, o procedimento foi um “reparo artroscópico do manguito rotador à direita”, técnica minimamente invasiva bastante comum nesse tipo de lesão.

Na manhã deste sábado (2), Michelle voltou a se pronunciar. Em tom mais leve, relatou que o ex-presidente passou a noite bem, já não precisa de oxigênio nasal e conseguiu se alimentar normalmente. “Está bem, graças a Deus”, escreveu, reforçando a ideia de uma evolução gradual, ainda que dentro dos limites esperados para o pós-operatório.
Esse tipo de cirurgia costuma exigir paciência. 

A movimentação dos dedos, por exemplo, pode demorar a retornar por conta dos efeitos da anestesia e da própria manipulação da região durante o procedimento. Por isso, o relato de melhora foi recebido como um indicativo de que o quadro segue dentro da normalidade clínica.

A operação, que durou cerca de três horas, foi autorizada após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A defesa de Bolsonaro havia solicitado a liberação no dia 21 de abril, argumentando que as dores no ombro vinham se intensificando e exigiam o uso frequente de analgésicos. A autorização foi concedida no dia 30, permitindo a realização do procedimento no dia seguinte.

Vale lembrar que o ex-presidente cumpre atualmente prisão domiciliar, o que torna qualquer deslocamento ou tratamento médico sujeito à avaliação judicial. Ainda assim, a cirurgia foi considerada necessária pela equipe médica, que já acompanhava o quadro há algum tempo.

Na saída do centro cirúrgico, o cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe responsável pelo atendimento, explicou que o procedimento transcorreu sem intercorrências. Ele também destacou que, por ora, não há previsão de alta, uma vez que os primeiros dias são fundamentais para monitorar possíveis reações e garantir uma recuperação segura.

Enquanto isso, nas redes sociais, o tema segue repercutindo. Entre mensagens de apoio e comentários diversos, o estado de saúde de Bolsonaro volta a ocupar espaço no debate público, misturando questões pessoais, políticas e institucionais.
Do ponto de vista médico, os próximos passos incluem repouso, fisioterapia e acompanhamento contínuo. Já no campo político, o episódio reacende discussões sobre a situação jurídica do ex-presidente e sua participação na vida pública, ainda que de forma indireta.

Por ora, o foco está na recuperação. Pequenos avanços, como conseguir mexer os dedos ou se alimentar normalmente, ganham relevância nesse contexto. São sinais simples, mas que ajudam a desenhar um quadro mais amplo: o de alguém que, ao menos neste momento, segue evoluindo dentro do esperado após uma cirurgia delicada.

E, como costuma acontecer em casos envolvendo figuras públicas, cada atualização — por menor que seja — acaba ganhando proporções maiores, refletindo o interesse constante em torno de seu nome e de sua trajetória recente.

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