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Eduardo reage a Moraes após exigência que envolve Bolsonaro

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro voltou a protagonizar um embate com o Supremo Tribunal Federal (STF) ao criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes. A reação ocorreu após o magistrado determinar que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente explicações, em até 24 horas, sobre um possível descumprimento de medidas cautelares relacionadas ao uso de meios de comunicação.

O episódio teve origem em um vídeo gravado por Eduardo Bolsonaro durante um evento conservador nos Estados Unidos, no último sábado (28). Durante sua fala, o ex-deputado afirmou que estava registrando aquele momento para “mostrar” ao pai. A declaração gerou repercussão imediata, uma vez que Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e proibido de acessar redes sociais, celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa.

Diante disso, Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos formais à defesa do ex-presidente para apurar se houve tentativa de contornar as restrições impostas pela Justiça. A medida faz parte do acompanhamento das condições estabelecidas quando Bolsonaro recebeu autorização para cumprir pena em casa por razões de saúde. O ex-presidente foi internado por cerca de duas semanas com broncopneumonia e recebeu alta recentemente.

A decisão do ministro não foi bem recebida por Eduardo Bolsonaro, que utilizou as redes sociais para reagir. Em suas declarações, ele classificou a iniciativa como “esdrúxula” e afirmou que há uma tentativa deliberada de criar uma narrativa contra sua atuação. Segundo ele, o pedido de explicações não tem fundamento concreto e representa mais um episódio de perseguição política contra sua família.

Eduardo também destacou que não pretende interromper suas atividades no exterior. Desde março de 2025, ele reside nos Estados Unidos e afirma que sua presença no país tem como objetivo denunciar ações do Judiciário brasileiro em fóruns internacionais. O ex-deputado sustenta que continuará participando de eventos e produzindo conteúdos que, segundo ele, visam mobilizar apoio político e chamar atenção para o cenário brasileiro.

Paralelamente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se manifestou para negar qualquer envolvimento no caso. Em nota oficial, ela afirmou que não recebeu o vídeo citado por Eduardo e reforçou que, mesmo que tivesse recebido, não o repassaria ao ex-presidente. A justificativa está alinhada com as restrições judiciais, que proíbem Bolsonaro de ter acesso a dispositivos eletrônicos ou conteúdos digitais.

O caso ocorre em um contexto mais amplo de investigações envolvendo o ex-presidente e seus aliados. No ano anterior, Eduardo Bolsonaro passou a ser alvo de apurações relacionadas a suposta tentativa de coação em processos ligados a uma investigação sobre tentativa de golpe. Esse histórico contribui para aumentar a atenção sobre suas declarações e movimentos políticos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Com o prazo estipulado pelo STF, a defesa de Jair Bolsonaro deverá apresentar sua versão dos fatos, o que será determinante para os próximos desdobramentos. Caso seja identificado algum tipo de violação das medidas cautelares, o ex-presidente pode enfrentar sanções mais rigorosas, incluindo a revisão do regime de prisão domiciliar. Enquanto isso, o episódio intensifica o clima de polarização e mantém em evidência o confronto entre a família Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal.

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