Fraude no INSS: PF faz operação contra grupo que desviou R$ 2 milhões

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (16), uma nova operação para combater fraudes envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Batizada de Operação Contragolpe, a ação tem como foco desarticular um grupo suspeito de manipular registros previdenciários para obter pagamentos indevidos, causando um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 2 milhões aos cofres públicos.
A ofensiva aconteceu em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel apontado pelas investigações como ligado ao esquema. A operação também conta com o apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), vinculada ao Ministério da Previdência Social.
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram após a identificação de movimentações consideradas fora do padrão nos sistemas do INSS. A análise técnica apontou acessos e alterações irregulares em cadastros de benefícios, o que despertou a atenção das equipes responsáveis pelo monitoramento da plataforma.
Com o avanço das apurações, os investigadores concluíram que o grupo suspeito teria encontrado uma forma de reativar benefícios previdenciários que já haviam sido encerrados de maneira regular.
Após essa reativação, eram gerados pagamentos retroativos referentes ao período em que os benefícios permaneceram suspensos, resultando em liberações financeiras que, segundo a PF, não deveriam ocorrer.
Esse tipo de fraude, além de provocar perdas aos cofres públicos, também compromete o funcionamento dos sistemas responsáveis pela gestão dos benefícios sociais. Por esse motivo, órgãos de fiscalização têm intensificado o cruzamento de informações e o monitoramento de acessos considerados suspeitos nos últimos meses.
A operação desta quinta-feira faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento do combate às irregularidades na Previdência Social. O objetivo principal, neste momento, é reunir novas provas, identificar todos os participantes do esquema e compreender como as alterações eram realizadas dentro do sistema.
Os materiais recolhidos durante o cumprimento do mandado deverão passar por análise pericial. A expectativa é que documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos encontrados possam ajudar a esclarecer detalhes sobre a atuação da organização investigada.
De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos poderão responder por diferentes crimes, conforme a participação individual de cada um nas supostas irregularidades. Entre eles estão estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema de informação e organização criminosa. A responsabilidade de cada investigado será definida ao longo da continuidade das investigações.
Nos últimos anos, operações semelhantes têm sido realizadas em diversas regiões do país com o objetivo de proteger os recursos destinados aos beneficiários que realmente têm direito aos pagamentos. O uso crescente de tecnologia para monitorar acessos aos sistemas públicos também tem contribuído para identificar movimentações incomuns com maior rapidez.
A Polícia Federal informou que o trabalho continua e não descarta novas diligências caso surjam elementos que apontem para a participação de outras pessoas no esquema. Enquanto isso, o material apreendido será analisado para fortalecer as investigações e subsidiar os próximos passos da operação.
A Operação Contragolpe reforça a importância da fiscalização permanente sobre os sistemas públicos e demonstra o esforço conjunto entre os órgãos de investigação e a Previdência Social para preservar os recursos destinados aos cidadãos e garantir maior segurança na administração dos benefícios do INSS.



