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Mistério revelado: o que realmente causou a queda dos Mamonas Assassinas

O sucesso meteórico dos Mamonas Assassinas foi interrompido de forma abrupta e trágica em março de 1996, deixando o Brasil em choque. A banda, que conquistava multidões com seu estilo irreverente e músicas bem-humoradas, estava no auge da carreira quando sofreu um acidente aéreo fatal. Em 2026, a tragédia completa três décadas e continua sendo lembrada como um dos episódios mais marcantes da música nacional.

Na noite de 2 de março de 1996, o grupo retornava para São Paulo após um show realizado em Brasília. A bordo do avião estavam os cinco integrantes da banda: Dinho (vocalista), Bento Hinoto (guitarrista), Samuel Reoli (baixista), Júlio Rasec (tecladista) e Sérgio Reoli (baterista). Além deles, também viajavam membros da equipe, incluindo o secretário, o segurança, o piloto e o copiloto. Nenhuma das pessoas a bordo sobreviveu ao impacto.

A aeronave envolvida no acidente era um Learjet 25D, operado por uma empresa de táxi aéreo. A viagem havia começado no dia anterior, com uma série de deslocamentos que incluíram diferentes cidades. Após cumprir a agenda, o grupo embarcou para Brasília e, ainda na mesma noite, iniciou o retorno para São Paulo, em um voo que acabaria sendo interrompido de forma trágica.

De acordo com as investigações conduzidas por órgãos oficiais da aviação, a principal causa do acidente foi associada à exaustão do piloto. Ele acumulava uma longa jornada de trabalho, com muitas horas de voo consecutivas, o que pode ter comprometido sua capacidade de tomada de decisão. Esse fator, combinado com outros elementos, contribuiu para o desfecho fatal.

Entre os fatores adicionais apontados estão a baixa visibilidade durante a noite, dificuldades na comunicação entre a cabine e o controle de tráfego aéreo, além da experiência limitada do copiloto naquele tipo de operação. Esses aspectos, somados, criaram um cenário desfavorável durante a fase mais crítica do voo: a aproximação para o pouso.

Durante a tentativa de aterrissagem no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o piloto precisou realizar uma manobra conhecida como arremetida, que consiste em abortar o pouso e tentar uma nova aproximação. No entanto, a execução desse procedimento não ocorreu conforme o esperado. A aeronave acabou seguindo uma trajetória inadequada e colidiu com a Serra da Cantareira, a uma altitude superior a mil metros.

O impacto ocorreu por volta das 23h16 e foi identificado inicialmente por outro piloto, que avistou uma densa nuvem de fumaça na região. As equipes de resgate enfrentaram dificuldades para acessar o local devido ao terreno acidentado e à vegetação fechada. Quando chegaram, horas depois, constataram que não havia sobreviventes.

Mesmo após três décadas, o acidente dos Mamonas Assassinas segue cercado de emoção e lembranças. A banda deixou um legado cultural significativo, marcado por criatividade, irreverência e uma conexão única com o público. A tragédia não apenas interrompeu uma carreira promissora, mas também consolidou o grupo como um fenômeno eterno na memória coletiva do país.

 

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