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Morre Marco Antonio Moura, amado fundador do Grupo Lagoa

A notícia da morte de Marco Antonio Moura provocou forte repercussão no meio empresarial e entre consumidores  acompanharam, ao longo de décadas, a consolidação de uma das redes varejistas mais conhecidas do Estado. Conhecido carinhosamente como “Marcão”, o empresário faleceu aos 82 anos nesta sexta-feira (26), conforme comunicado divulgado nas redes sociais do próprio grupo. A causa da morte não foi informada, mas a confirmação do falecimento foi suficiente para gerar uma onda imediata de homenagens e manifestações de respeito à trajetória construída por ele no Ceará.

Natural de São Paulo, Marco Antonio Moura nasceu em 10 de agosto de 1943 e chegou a Fortaleza em 1989, em um momento decisivo de sua vida. O que começou como uma mudança em busca de novas oportunidades acabou se transformando em um capítulo importante da história do varejo local. Ao se estabelecer na capital cearense, ele encontrou um ambiente propício para empreender e colocar em prática ideias que combinavam trabalho constante, proximidade com a comunidade e atenção às pessoas envolvidas em cada etapa do negócio.

Foi às margens da Lagoa da Parangaba que surgiu o embrião do que viria a se tornar o Grupo Lagoa. O primeiro estabelecimento, o Super Lagoa, nasceu de forma modesta, sustentado por esforço diário e decisões cuidadosas. Com o passar dos anos, o empreendimento cresceu de maneira consistente, acompanhando o desenvolvimento urbano e econômico do Ceará. Hoje, o grupo soma pelo menos 16 lojas distribuídas entre Fortaleza, Sobral, Juazeiro do Norte, Iguatu e Maracanaú, operando sob as bandeiras Super Lagoa e Atacadão Lag.

Ao longo de 34 anos de expansão, Marcão não se destacou apenas pelos números ou pela presença física das lojas em diferentes regiões do Estado. Seu nome ficou associado à geração de empregos, à formação de profissionais e à construção de relações duradouras com fornecedores e clientes. Internamente, era reconhecido por defender a ideia de que uma empresa sólida se constrói com pessoas, respeito e oportunidades, princípio que acabou se refletindo na cultura organizacional do grupo varejista.

Casado com Neusa Fernandes Moura e pai de três filhos, o empresário também era lembrado pelo perfil acessível e pelo trato próximo, mesmo após alcançar reconhecimento no setor. Colaboradores relatam que ele acompanhava de perto o funcionamento das lojas e mantinha interesse genuíno pelo dia a dia das equipes. Essa postura contribuiu para criar um ambiente de confiança, no qual decisões estratégicas caminhavam lado a lado com valores humanos, algo frequentemente mencionado por quem conviveu com ele.

A relevância de Marco Antonio Moura para o segmento supermercadista foi destacada pela Associação Cearense de Supermercados (Acesu), que publicou uma nota de pesar lamentando a perda. No texto, a entidade ressaltou o legado deixado por Marcão, marcado pela dedicação ao setor, pelo espírito empreendedor e pela forma respeitosa com que conduzia suas relações profissionais. A nota também descreveu o empresário como um líder admirado, de sorriso fácil e presença acolhedora, características que ajudaram a construir sua imagem pública.

A partida de Marcão deixa um sentimento de saudade entre familiares, amigos, colaboradores e consumidores que acompanharam sua trajetória. Ao mesmo tempo, seu legado permanece vivo na estrutura do Grupo Lagoa e na memória de quem foi impactado por seu trabalho. Mais do que lojas espalhadas pelo Estado, ele deixa um exemplo de empreendedorismo construído com persistência, visão e sensibilidade, valores que continuam a inspirar o varejo cearense e a história empresarial da região.

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