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Influenciadora Rebecca Luna não resiste ao Alzheimer e morre aos 49 anos

A influenciadora canadense Rebecca Luna morreu aos 49 anos no último sábado (25), após passar por um procedimento de morte assistida autorizado pela legislação do Canadá. Conhecida por compartilhar sua rotina desde o diagnóstico de Alzheimer de início precoce, ela conquistou milhares de seguidores no TikTok ao transformar sua experiência em uma forma de conscientizar o público sobre a doença. A confirmação da morte foi publicada em seu perfil oficial por familiares e pessoas próximas, que informaram que Rebecca faleceu cercada por pessoas queridas e agradeceram pelas inúmeras mensagens de apoio recebidas durante sua trajetória.

Nos últimos meses, Rebecca utilizou as redes sociais para mostrar, com transparência, os desafios de conviver com uma doença neurodegenerativa progressiva. Antes da confirmação do diagnóstico, ela acreditava que os episódios frequentes de esquecimento estavam relacionados ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), condição com a qual também convivia. Após diversos exames, no entanto, veio a confirmação do Alzheimer de início precoce. Em 2025, ela decidiu contar sua história em um vídeo que ultrapassou milhões de visualizações, dando início a uma série de publicações sobre sua rotina, os sintomas da doença e o impacto da enfermidade em sua vida.

Moradora de Victoria, na província canadense de British Columbia, Rebecca também passou a abordar o programa Medical Assistance in Dying (MAID), modalidade de morte assistida prevista na legislação do Canadá para pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelas autoridades médicas. Em seus relatos, ela explicou como funcionava o processo e compartilhou as reflexões que a levaram a considerar essa possibilidade. Diferentemente do Canadá, a morte assistida e a eutanásia continuam proibidas pela legislação brasileira.

Dias antes de sua morte, Rebecca revelou aos seguidores que havia decidido antecipar o procedimento, inicialmente previsto para o começo de agosto. Segundo ela, a rápida evolução do Alzheimer tornou a espera ainda mais difícil. Em uma publicação emocionante, afirmou que vivia em um corpo que já não lhe proporcionava conforto ou segurança e que desejava, pela primeira vez, colocar suas próprias necessidades em primeiro lugar. A influenciadora também escreveu que os anos de sofrimento lhe permitiram compreender melhor quem realmente era e reconhecer a força que encontrou durante sua caminhada.

Além de compartilhar sua decisão, Rebecca organizou uma campanha virtual para arrecadar recursos destinados às despesas relacionadas ao período final de sua vida. O objetivo era evitar que familiares assumissem esses custos e, ao mesmo tempo, agradecer o carinho recebido de pessoas que acompanharam sua história desde o diagnóstico. A iniciativa recebeu apoio de seguidores, que deixaram milhares de mensagens destacando a coragem e a sinceridade com que ela abordou um tema tão delicado.

A morte de Rebecca Luna provocou grande comoção nas redes sociais e reacendeu debates sobre o Alzheimer de início precoce, os cuidados com pacientes diagnosticados com doenças degenerativas e as diferenças entre as legislações de diversos países em relação à morte assistida. Enquanto familiares pedem respeito e privacidade neste momento de luto, admiradores seguem homenageando a influenciadora, lembrando o legado de conscientização que ela deixou ao transformar sua própria experiência em uma importante fonte de informação e acolhimento para milhares de pessoas.

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