Saúde & Bem-estar

O frio chegou e as dores também? Entenda o que acontece com as articulações

Com a chegada das primeiras massas de ar frio do outono e inverno, milhares de brasileiros sentem o aumento das dores articulares, rigidez matinal e desconforto muscular. O que muitos consideram mera impressão popular tem base científica: a queda da temperatura afeta diretamente o funcionamento das articulações, principalmente em quem já possui condições como artrose, artrite ou lesões antigas.

O principal mecanismo envolvido é a vasoconstrição periférica. Diante do frio, o organismo reduz o fluxo sanguíneo nas extremidades para preservar o calor nos órgãos vitais. Isso diminui a irrigação de músculos, tendões e articulações, gerando maior rigidez e menor lubrificação natural.

Outro fator importante é o aumento da viscosidade do líquido sinovial, o fluido responsável por amortecer e lubrificar as articulações. No frio, esse líquido fica mais espesso, elevando a sensação de atrito e dificultando os movimentos suaves. A contração muscular involuntária também tensiona estruturas ao redor das juntas, amplificando a dor.

Pessoas com doenças reumáticas são as mais afetadas, especialmente nas articulações periféricas como mãos, joelhos e pés. Variações na pressão atmosférica, comuns durante a passagem de frentes frias, podem ainda sensibilizar nervos inflamados, tornando o desconforto mais perceptível.

Para aliviar os sintomas, recomenda-se manter o corpo aquecido com roupas em camadas, praticar alongamentos leves e atividades físicas moderadas em ambientes fechados. Compressas quentes, boa hidratação e evitar longos períodos na mesma posição também ajudam. Em casos persistentes, a orientação de um reumatologista ou ortopedista é fundamental.

No Brasil, o mês de junho marca o início oficial do inverno, com o solstício em 21 de junho. As previsões indicam um mês com menos frio extremo que maio, mas com pelo menos duas frentes frias continentais relevantes, uma no início da segunda quinzena e outra mais forte no final do mês.

Na Região Sul, o frio será mais intenso, com mínimas baixas em Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis, onde geadas isoladas podem ocorrer nas serras. No Sudeste, madrugadas e manhãs frias marcam São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com variações térmicas acentuadas ao longo do dia.

Nas demais regiões, o Centro-Oeste terá madrugadas mais amenas com possível friagem no fim do mês, enquanto Norte e Nordeste seguem mais quentes e estáveis, com chuvas frequentes no litoral nordestino. A tendência geral é de temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média no Sul e partes do Sudeste, com aumento do frio polar especialmente na segunda metade de junho.

 

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