Grávida baleada na cabeça após ter casa invadida morre no hospital

A noite do último domingo (1º) foi marcada por tristeza e consternação em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A morte de Susana Ferreira, de 40 anos, comoveu moradores do bairro Neves e reacendeu debates importantes sobre segurança e violência dentro das cidades de médio porte do país. Grávida, Susana não resistiu aos ferimentos após um episódio violento ocorrido dentro da própria casa.
Segundo as informações apuradas até o momento, dois suspeitos teriam invadido a residência da família. A situação, que começou de forma abrupta, rapidamente se transformou em um momento de tensão. Durante a ação, o marido de Susana entrou em confronto físico com um dos invasores, numa tentativa instintiva de proteger o lar e as pessoas que estavam ali. Foi nesse contexto que o outro suspeito efetuou disparos.
Um dos tiros atingiu Susana na região da nuca. Ela foi socorrida ainda com vida e levada em estado grave ao Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG). Equipes médicas mobilizaram todos os esforços possíveis, mas, apesar do atendimento especializado, a mulher não resistiu. A notícia da morte se espalhou rapidamente pela cidade, gerando comoção e solidariedade à família.
Susana era conhecida por vizinhos como uma mulher tranquila, dedicada à família e cheia de expectativas com a chegada do bebê. Amigos relatam que ela vivia um momento especial da vida, fazendo planos simples, mas cheios de significado. “Ela falava muito sobre o futuro, sobre como queria organizar a casa para receber o filho”, contou uma vizinha, ainda abalada.
O caso também trouxe à tona o sentimento de insegurança entre moradores do bairro Neves. Nos últimos anos, Ponta Grossa tem crescido economicamente e em população, mas, junto com o desenvolvimento, surgem desafios conhecidos em diversas cidades brasileiras. Para muitos moradores, a sensação é de que episódios como esse quebram a ideia de tranquilidade associada a bairros residenciais.
A Polícia Civil do Paraná iniciou as investigações logo após o ocorrido. Informações preliminares indicam que os suspeitos fugiram após a ação e seguem sendo procurados. A polícia trabalha com diferentes linhas de investigação, incluindo a motivação da invasão e a possível identificação dos envolvidos. Até o momento, detalhes adicionais não foram divulgados para não comprometer o andamento do inquérito.
O episódio acontece em um período em que a discussão sobre segurança pública volta ao centro do debate nacional. Dados recentes mostram que, apesar de algumas reduções pontuais em determinados indicadores, crimes violentos ainda representam uma preocupação constante para muitas famílias brasileiras. Casos que envolvem vítimas dentro de suas próprias casas costumam gerar ainda mais impacto emocional, por romperem a sensação básica de proteção que o lar deveria oferecer.
Em Ponta Grossa, manifestações de apoio à família de Susana começaram a surgir nas redes sociais e em grupos comunitários. Mensagens de solidariedade, pedidos de justiça e reflexões sobre a importância do cuidado coletivo tomaram espaço nas conversas do dia a dia. Líderes comunitários e religiosos também se mobilizaram para prestar apoio emocional aos familiares.
Enquanto as investigações seguem, a cidade tenta lidar com o luto e a perplexidade. A história de Susana Ferreira deixa um vazio profundo e um lembrete doloroso de que a violência, quando acontece, atinge não apenas uma família, mas toda uma comunidade que passa a carregar a dor e a necessidade de buscar caminhos para evitar que situações assim se repitam.



