Arminda mata Célio e se consagra como grande vilã em “Três Graças”

A novela “Três Graças” entrará em uma fase decisiva com a consolidação definitiva de Arminda como grande vilã da trama. A personagem vivida por Grazi Massafera deixará para trás a postura manipuladora e indireta para cometer sua primeira grande atrocidade de forma explícita. A virada acontece quando Arminda mata Célio, personagem de Otávio Müller, em uma sequência forte prevista para ir ao ar próximo ao capítulo 100 da novela das nove da Globo.
A cena marca um divisor de águas na trajetória da vilã. Até então, Arminda preferia agir nos bastidores, conduzindo situações a seu favor sem se expor diretamente. Ao empurrar Célio da escada da mansão, ela cruza um limite irreversível e assume, sem disfarces, o papel de antagonista central da história. O crime brutal não apenas choca os personagens, como também impacta o público, que passa a enxergá-la sob uma nova perspectiva.
A morte de Célio não será tratada como um acontecimento isolado, mas como um evento capaz de alterar a estrutura narrativa da novela. O personagem era um dos principais representantes do núcleo de humor, e sua saída provoca uma mudança significativa no tom da trama. Com menos espaço para alívio cômico, “Três Graças” passa a investir ainda mais em conflitos dramáticos, reforçando o clima de tensão e tragédia.
Essa escolha narrativa reforça a ideia de que a novela entra em sua fase mais sombria. A violência cometida por Arminda simboliza a perda total de qualquer freio moral, deixando claro que ela está disposta a tudo para manter poder e controle. A partir desse ponto, suas ações tendem a se tornar ainda mais imprevisíveis, elevando o nível de perigo para todos ao seu redor.
Enquanto a vilania de Arminda ganha força, outro núcleo da trama se desenvolve com consequências diferentes, mas igualmente impactantes. Misael, interpretado por Belo, passa de cúmplice a alvo de chacota após seu sumiço repentino. O personagem havia fugido com uma sacola de dinheiro após o roubo da estátua, acreditando ter levado uma grande fortuna, mas acaba se revelando o elo mais fraco do grupo.
A situação muda completamente quando Claudia descobre uma tampa secreta na estátua, revelando uma quantia de dinheiro muito maior do que todos imaginavam. Joaquim e Júnior passam a noite contando as notas, percebendo que a parte levada por Misael era insignificante diante do montante total. A revelação transforma a suposta traição em motivo de riso e desprezo.
Sozinho após a contagem, Joaquim reflete sobre a fuga do comparsa e não consegue conter o deboche. Ele entende que Misael abriu mão de uma fortuna muito maior por ganância e precipitação. A frase irônica sobre a “amostra grátis” resume o sentimento geral do grupo, que passa a enxergar o viúvo como alguém incapaz de pensar estrategicamente.
Quando o grupo se reúne novamente, Misael se torna alvo de piadas constantes. Todos o tratam como um idiota que escolheu o pior caminho possível. O clima é de escárnio, e a humilhação coletiva reforça o isolamento do personagem, que perde qualquer resquício de respeito entre antigos aliados.
Ao retornar, Misael tenta se justificar, explicando que precisou viajar ao Rio de Janeiro para cumprir o último desejo da esposa, acendendo uma vela no túmulo do pai dela. A justificativa, no entanto, não é suficiente para amenizar a reação dos demais, que já estão embriagados pela sensação de vitória e riqueza inesperada.
Assim, “Três Graças” equilibra dois movimentos narrativos fortes: de um lado, a ascensão definitiva de uma vilã capaz de matar sem remorso; do outro, a queda moral e simbólica de um personagem que acreditou ser mais esperto do que os demais. As reviravoltas indicam que a novela aposta cada vez mais em choques emocionais, traições e consequências irreversíveis, preparando o terreno para conflitos ainda mais intensos nos próximos capítulos.



