‘Três Graças’: Arminda faz de tudo para mãe morrer após atropelamento

A crueldade de Arminda atinge um novo nível em “Três Graças”, e o público verá a vilã ultrapassar todos os limites morais em cenas que prometem chocar. A personagem vivida por Grazi Massafera protagonizará um dos momentos mais tensos da novela, quando sua própria mãe, Josefa, interpretada por Arlete Salles, será atropelada diante de seus olhos. O mais assustador, porém, não é o acidente, e sim a frieza de Arminda, que assiste à tragédia sem mover um dedo para salvar a idosa. O episódio vai ao ar nesta quinta-feira, dia 30, e promete ser um divisor de águas na trama.
Antes do acidente, mãe e filha já vivem uma relação conturbada. Josefa, que tem apresentado sinais de confusão mental, desconfia das verdadeiras intenções da filha e chega a afirmar que Arminda quer vê-la morta. Durante uma nova discussão, a idosa tenta se afastar da filha e acaba indo para o meio da rua, onde é atropelada por um ônibus que trafegava no local. A cena é descrita como de alta carga dramática, com Gerluce, personagem de Sophie Charlotte, e o porteiro Rivaldo, vivido por Augusto Madeira, presenciando o momento em desespero.
Enquanto todos se apavoram, Arminda mantém-se impassível. Sem demonstrar qualquer emoção, ela observa o corpo da mãe caído e decreta, com frieza, que Josefa está morta. Em seguida, volta tranquilamente para a mansão, ignorando os apelos de Gerluce e Rivaldo, que ficam atônitos com a atitude da patroa. O silêncio e a indiferença da vilã tornam a cena ainda mais impactante, reforçando o quanto Arminda é capaz de ir longe para se livrar de quem atrapalha seus planos.
No entanto, a maldade dela é desmentida pela própria vítima. Pouco depois, Josefa mostra sinais de vida e murmura, com dificuldade, que ainda está ali. A revelação surpreende os que estavam presentes e cria um clima de tensão crescente. Mesmo assim, Arminda não se comove. Ao contrário, tenta impedir que a mãe receba socorro, alegando que levá-la ao hospital poderia manchar a imagem da família. A frieza da vilã deixa Gerluce indignada, e a empregada decide agir por conta própria para salvar a idosa.
Com a ajuda de Raul, interpretado por Paulo Mendes, Gerluce consegue levar Josefa de volta para o quarto da mansão, onde tenta prestar os primeiros cuidados. Em meio à dor, a matriarca, ainda muito abalada, afirma que não pode sair de casa, temendo que Arminda a impeça de voltar. “Se eu sair daquela casa, nunca mais volto”, diz, demonstrando que conhece bem o caráter da filha. A frase é um reflexo do medo e da opressão que Josefa sente, mesmo sendo mãe da vilã.
Enquanto isso, Arminda permanece focada em manter as aparências. Mais preocupada com o que os vizinhos e a imprensa poderiam dizer do que com a saúde da mãe, ela decide ignorar o ocorrido e seguir com seus compromissos. Sua atitude choca até os empregados mais próximos, que começam a questionar sua sanidade. Em um momento emblemático, Josefa, ainda fraca, tenta ironizar a situação, dizendo que só irá ao “hospital, necrotério ou crematório… mas apenas depois de morta”, expondo a tensão sombria que domina a casa.
A sequência marca o auge da vilania de Arminda, que já vinha mostrando sinais de crueldade desde os primeiros capítulos. Sua falta de empatia e desejo de poder a transformam em uma das personagens mais temidas da novela. O atropelamento da mãe e a ausência total de remorso reforçam a complexidade psicológica da personagem, que parece movida por uma mistura de ambição e desprezo por qualquer forma de afeto.
Grazi Massafera tem recebido elogios pela entrega ao papel, retratando uma mulher capaz de mascarar sentimentos com um sorriso frio e calculista. Já Arlete Salles traz sensibilidade ao papel de Josefa, equilibrando fragilidade e lucidez em momentos-chave. O embate entre as duas gera algumas das cenas mais intensas de “Três Graças”, revelando como o amor e o ódio podem coexistir de forma destrutiva dentro de uma família.
A relação entre Arminda e Gerluce também ganha novos contornos após o acidente. A empregada, testemunha do ato cruel, passa a enxergar a patroa com outros olhos e se vê dividida entre o dever e a revolta. Sua postura mais firme promete render novos confrontos e aumentar a tensão dentro da mansão, que se transforma em um verdadeiro campo de guerra emocional.
Com essa reviravolta, “Três Graças” reafirma sua força dramática ao explorar os limites da maldade humana e as consequências da ambição desmedida. A morte que Arminda tanto deseja pode não acontecer como ela espera, e o castigo por seus atos pode vir de onde menos imagina. O público, por sua vez, segue hipnotizado pela trama, curioso para descobrir até onde a vilã será capaz de ir para manter seu império — e se algum dia sentirá o peso da própria crueldade.



