Fisioterapeuta e dançarino morre aos 33 anos após acidente entre carro e caminhão no ES

O fisioterapeuta Paulo Henrique Pereira, de 33 anos, morreu nesta quinta-feira (1º) após se envolver em um acidente entre um carro e um caminhão na rodovia ES-220, em Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo. A colisão aconteceu no trecho que dá acesso ao município de Vila Pavão, próximo à localidade de Chapadinha. Paulo chegou a ser socorrido pelas equipes de emergência e levado para um hospital em Nova Venécia, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Científica foi acionada durante a tarde para realizar o recolhimento do corpo, que posteriormente foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal, em Colatina. A Polícia Civil informou que as circunstâncias da ocorrência serão investigadas. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes conclusivos sobre a dinâmica da colisão.
Morador de Nova Venécia, Paulo Henrique tinha uma ligação profissional com o município vizinho de Vila Pavão. Segundo informações divulgadas após o acidente, ele prestava serviços à Secretaria Municipal de Saúde havia aproximadamente três anos e atendia pacientes quatro dias por semana. O profissional era bolsista do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (CEPi). O acidente aconteceu quando ele retornava para Nova Venécia depois de cumprir sua jornada de trabalho. A notícia da morte rapidamente repercutiu entre pessoas que conviviam com o fisioterapeuta no ambiente profissional e na comunidade. Além da atuação na área da saúde, Paulo também mantinha uma importante ligação com manifestações culturais tradicionais de Nova Venécia, atividade que fez com que ele fosse conhecido por diferentes grupos da cidade.
Paulo Henrique também fazia parte do Gruppo Di Ballo Bambini di Tutti I Colori, tradicional grupo de dança italiana de Nova Venécia. A participação nas atividades culturais era uma das características que marcaram sua trajetória fora do trabalho como fisioterapeuta. Após a confirmação da morte, o grupo publicou uma homenagem nas redes sociais e destacou a importância de Paulo como amigo, dançarino e integrante da comunidade. Na mensagem, os integrantes lembraram sua dedicação à cultura, à arte e à dança, além de mencionarem sua alegria e espontaneidade. A Associação Festa da Cappitella (AFECAPI), ligada à tradicional celebração italiana realizada em Nova Venécia, também lamentou a perda e enviou uma mensagem de solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de grupo.
Informações preliminares divulgadas por veículos locais mencionaram que Paulo teria passado mal durante a manhã e recebido atendimento em uma unidade de saúde de Nova Venécia antes do acidente. Entretanto, essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades e não há, até o momento, indicação de que um eventual problema de saúde tenha relação com a colisão. Por esse motivo, a hipótese deve ser tratada apenas como uma informação preliminar enquanto a investigação não apresentar elementos conclusivos. O que já foi confirmado é que o acidente ocorreu na ES-220 e envolveu o carro conduzido pelo fisioterapeuta e um caminhão ou carreta. A Polícia Civil deverá reunir informações, ouvir testemunhas e analisar as circunstâncias da ocorrência para determinar como a colisão aconteceu.
A morte de Paulo Henrique provocou manifestações de pesar principalmente entre pessoas ligadas à saúde e à cultura de Nova Venécia e Vila Pavão. Colegas de profissão passaram a compartilhar lembranças do trabalho desenvolvido pelo fisioterapeuta, enquanto integrantes do grupo de dança ressaltaram sua participação nas atividades culturais. A combinação dessas duas áreas — saúde e cultura — fazia com que Paulo mantivesse uma presença ativa em diferentes ambientes da comunidade. Aos 33 anos, ele ainda desenvolvia sua carreira profissional e participava de atividades tradicionais da cidade. A notícia da perda, portanto, atingiu não apenas familiares e amigos próximos, mas também pessoas que tiveram contato com ele ao longo de sua atuação profissional e cultural.
Enquanto familiares aguardam a liberação do corpo para os procedimentos de despedida, as autoridades seguem com a apuração do acidente registrado na ES-220. Até o momento, não foram divulgadas conclusões sobre a causa da colisão nem informações que permitam apontar responsabilidades. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias que levaram ao acidente e reunir os elementos necessários para reconstruir os momentos anteriores à ocorrência. Para a comunidade de Nova Venécia, entretanto, a notícia já representa a perda de um jovem profissional que conciliava a atuação na fisioterapia com a paixão pela dança e pela cultura italiana. As homenagens publicadas nas redes sociais mostram que Paulo Henrique deixou lembranças em diferentes grupos e que sua trajetória, apesar de interrompida precocemente, foi marcada pela participação ativa na vida profissional e cultural da região.



