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Mãe das crianças de Bacabal desabafa após resultado do exame de DNA

A mãe das crianças que desapareceram em Bacabal, no Maranhão, voltou a se manifestar após a divulgação do resultado de um exame de DNA realizado nos últimos dias. Clarice Cardoso aguardava o resultado com expectativa depois que um menino localizado nos Estados Unidos chamou a atenção pela semelhança com seu filho mais novo, Allan Michael.

O exame, porém, não confirmou a possibilidade de que o menino encontrado fosse Allan. O resultado apontou incompatibilidade genética entre Clarice e a criança localizada nos Estados Unidos. A informação foi divulgada em setembro e encerrou, pelo menos neste momento, essa possibilidade de identificação.

A possibilidade de comparação surgiu depois de uma operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos, que resultou na localização de 163 crianças e adolescentes. A notícia ganhou repercussão no Brasil porque havia a expectativa de que alguma das crianças pudesse estar relacionada a casos registrados no país.

Clarice esteve na sede da Polícia Federal, em São Luís, acompanhada de sua advogada, Nathaly Moraes. Na ocasião, foi realizada a coleta de material genético para permitir uma comparação com o menino localizado nos Estados Unidos. A semelhança entre a criança e Allan Michael havia chamado a atenção da família. Por isso, a análise genética era considerada uma etapa importante para esclarecer a identidade.

Antes da divulgação do resultado, Clarice havia falado sobre a expectativa de finalmente conseguir alguma informação sobre o paradeiro dos filhos. O exame acabou mostrando que o menino localizado nos Estados Unidos não é Allan. Apesar do resultado negativo, a investigação não terminou. Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro anos, continuam sendo procurados desde o desaparecimento ocorrido em 4 de janeiro de 2026.

Os irmãos estavam na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, quando desapareceram. Naquele dia, eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de oito anos. O menino foi localizado três dias depois, enquanto Ágatha e Allan não foram encontrados. Desde então, familiares, moradores e equipes envolvidas no caso acompanham diferentes possibilidades para localizar as duas crianças.

Com a atuação da Polícia Federal e o apoio da Interpol, a busca também passou a contar com recursos de cooperação internacional. A inclusão das informações das crianças em mecanismos da Interpol pode facilitar a troca de dados caso elas sejam identificadas fora do Brasil. Um ponto importante destacado pela defesa da família é que a coleta realizada por Clarice não serve apenas para a comparação com o menino localizado nos Estados Unidos.

O material genético poderá ser utilizado em futuras verificações caso outra criança seja localizada e exista alguma possibilidade de ligação com Ágatha ou Allan. Dessa forma, o exame passa a integrar uma estratégia mais ampla de identificação. A advogada Nathaly Moraes também afirmou que a família pretende continuar acompanhando informações relacionadas a crianças localizadas em outros países.

A Polícia Federal informou anteriormente que nenhuma criança brasileira foi identificada entre os 163 menores localizados na operação realizada na Flórida. A confirmação afastou a possibilidade de que os irmãos de Bacabal estivessem entre aquelas crianças. O resultado do DNA trouxe uma resposta para uma das hipóteses levantadas nas últimas semanas, mas não solucionou o caso. Para Clarice, a procura pelos filhos continua sendo a prioridade.

A família agora segue acompanhando as investigações e as informações que possam surgir no Brasil ou no exterior. A participação da Interpol amplia os caminhos de busca e permite que dados sobre as crianças sejam compartilhados com autoridades de outros países.

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