Policial militar de folga é morto a tiros após discussão e caso mobiliza forças de segurança

O sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Wallace da Silva Oliveira, de 38 anos, morreu após ser baleado na noite de sábado (19), em Vargem Grande, na zona sudoeste da capital fluminense. O policial estava de folga quando foi atingido na Rua Frei Martinho, nas proximidades do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo. Wallace era lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Duque de Caxias, e integrava a corporação desde 2013. A ocorrência passou a ser investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, equipes do 31º BPM, responsável pelo policiamento da região, foram acionadas após a ocorrência. Quando os agentes chegaram ao endereço, encontraram o sargento já sem vida. O local foi preservado para o trabalho da perícia, e o corpo de Wallace foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre o velório e o sepultamento do militar.
A dinâmica do episódio ainda está sendo esclarecida pelos investigadores. Relatos de testemunhas indicam que Wallace teria se envolvido em uma discussão com um homem apontado por moradores como responsável pela cobrança de valores de moradores e comerciantes da comunidade Taboinha. Ainda segundo esses relatos, esse homem seria ligado a um grupo que atua na região. Essa possível ligação, porém, não foi confirmada oficialmente pelas autoridades e permanece entre os pontos que deverão ser apurados durante a investigação.
Segundo a versão preliminar apresentada por testemunhas, durante a discussão o sargento teria efetuado disparos contra o homem. Na sequência, um segundo indivíduo que estaria acompanhado dele teria reagido e também feito disparos contra Wallace. O policial foi atingido e morreu ainda no local. O homem que teria sido atingido anteriormente também ficou ferido e, conforme os relatos divulgados, foi retirado da região por outras pessoas antes da chegada das equipes policiais.
Apesar dos relatos sobre a possível participação de pessoas ligadas a um grupo que atua na região, a Polícia Militar informou que a autoria e a motivação ainda são desconhecidas. A Delegacia de Homicídios da Capital assumiu a apuração e trabalha para identificar os envolvidos, além de reconstruir os acontecimentos que antecederam os disparos. A investigação deverá considerar depoimentos, informações coletadas no local e demais elementos obtidos pelos agentes.
Wallace tinha mais de 13 anos de carreira na Polícia Militar. Lotado no 15º BPM, em Duque de Caxias, o sargento estava fora de serviço no momento em que ocorreu o episódio. A notícia da morte mobilizou colegas de farda e familiares, enquanto a corporação ainda não havia divulgado detalhes sobre a despedida do militar. O 15º BPM publicou uma mensagem de solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de trabalho, destacando a trajetória do policial.
O caso acontece em um período de atenção especial para a segurança de agentes públicos na Região Metropolitana do Rio. Segundo levantamento citado pelo jornal O Dia, a morte de Wallace seria a quarta de um agente da corporação em uma semana, embora esse dado faça parte de um levantamento jornalístico específico e não altere a apuração individual do caso.
Agora, a principal questão para os investigadores é esclarecer exatamente o que aconteceu na Rua Frei Martinho e identificar todos os envolvidos. A possível relação de um dos participantes com grupos que atuam na comunidade também deverá ser confirmada ou descartada ao longo das diligências. Até que novos elementos sejam apresentados, as circunstâncias permanecem sob investigação. A Polícia Civil orienta que informações que possam ajudar na identificação dos envolvidos sejam encaminhadas de forma anônima ao Disque-Denúncia, pelo telefone (21) 2253-1177.



