Tragédia na saúde: Dentista é liberada de UPA com dores abdominais e morre horas depois

A morte da cirurgiã-dentista Jaqueline de Melo Silva, de 28 anos, causou comoção entre familiares, amigos, pacientes e colegas de profissão em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. A profissional morreu na terça-feira (15), após apresentar um quadro de saúde que inicialmente foi associado a problemas gastrointestinais. Antes da morte, Jaqueline procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), recebeu medicação e foi liberada para retornar para casa.
Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) repassadas à imprensa, Jaqueline chegou à UPA após sentir dores abdominais. A dentista tinha histórico de problemas gastrointestinais, incluindo gastrite, e os sintomas apresentados naquele momento estavam relacionados a esse histórico. Após passar por avaliação e receber medicação, ela deixou a unidade acompanhada por uma familiar, com receita e orientações médicas.
Depois de retornar para casa, no entanto, o quadro de Jaqueline mudou. Conforme os relatos divulgados por familiares, ela voltou a apresentar sintomas e precisou ser levada ao Hospital Regional do Juruá. Foi nessa unidade que ocorreu o infarto. O Hospital Regional do Juruá confirmou à imprensa que a causa da morte foi um infarto, enquanto familiares também afirmaram que o laudo médico apontou a mesma causa.
A Secretaria de Saúde informou ainda que os familiares de Jaqueline não fizeram questionamentos sobre o atendimento realizado na UPA e não levantaram suspeita de negligência. A informação é relevante porque a dentista havia procurado atendimento antes de retornar para casa, mas, de acordo com os dados divulgados pelas autoridades de saúde, não houve manifestação da família apontando irregularidades na assistência recebida naquela unidade.
Jaqueline era conhecida em Cruzeiro do Sul por sua atuação na odontologia. Formada em Rio Branco, ela chegou a trabalhar durante aproximadamente um ano na capital do Acre antes de retornar para a cidade onde sua família vivia. A profissional trabalhava em uma clínica odontológica do município e havia concluído recentemente uma especialização, dando continuidade à formação na área em que havia escolhido atuar.
Além da carreira profissional, a jovem também era lembrada pelo carinho dedicado aos animais. Segundo familiares, Jaqueline costumava ajudar cães e gatos abandonados e tinha interesse em estudar medicina veterinária. Pessoas próximas também destacaram características como alegria, simpatia e dedicação, lembrando que ela mantinha uma relação próxima com amigos e pacientes.
A notícia da morte repercutiu entre profissionais da odontologia e pessoas que conviviam com Jaqueline. O Conselho Regional de Odontologia do Acre (CRO-AC) publicou uma nota de pesar e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. A clínica onde a dentista trabalhava também prestou homenagem à profissional, destacando o carinho que ela dedicava aos pacientes e às pessoas próximas.
O Sindicato dos Odontologistas do Acre também se juntou às manifestações de pesar pela morte da jovem. As homenagens ressaltaram a trajetória profissional construída por Jaqueline e a marca deixada entre aqueles que tiveram contato com ela. A despedida reuniu familiares, amigos e pessoas ligadas à odontologia, em um momento marcado pela lembrança de uma profissional que ainda tinha muitos planos para o futuro.
A família também divulgou uma manifestação pedindo respeito e empatia diante da repercussão do caso. Segundo os parentes, a causa da morte foi registrada como infarto no laudo médico do Hospital Regional do Juruá. O documento não foi disponibilizado diretamente à imprensa nas fontes consultadas, portanto essa informação permanece atribuída à família e à confirmação do hospital sobre a causa do falecimento.
A morte de Jaqueline, aos 28 anos, deixou familiares, amigos, pacientes e colegas de profissão consternados. A trajetória da dentista em Cruzeiro do Sul foi marcada pela atuação na odontologia, pelo cuidado com os pacientes e também pela dedicação aos animais. O caso ganhou repercussão principalmente pela sequência de acontecimentos entre o primeiro atendimento médico e a piora do quadro em casa, enquanto as manifestações oficiais divulgadas até o momento apontam que a família não apresentou questionamentos ou suspeitas de negligência relacionados ao atendimento realizado na UPA.



