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Após dias de tensão, novo boletim sobre menina de 12 anos chama atenção em Ibirité

A adolescente de 12 anos que foi atacada por um enxame de abelhas em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, apresentou evolução positiva no estado de saúde. Após permanecer internada em uma unidade de terapia intensiva (CTI), a menina deixou de apresentar risco relacionado a duas das principais complicações acompanhadas pela equipe médica: arritmia cardíaca e insuficiência renal.

A atualização foi divulgada pela família nesta sexta-feira (18), trazendo alívio para parentes e pessoas que acompanharam o caso desde o ataque. A expectativa é que, diante da melhora apresentada nos últimos dias, a adolescente possa deixar o CTI e ser encaminhada para uma unidade de observação. A transferência poderá ocorrer entre esta sexta-feira e sábado (19), conforme a avaliação dos profissionais responsáveis pelo tratamento.

O caso chamou atenção depois que a menina foi surpreendida por um grande enxame enquanto estava nas proximidades de uma escola. Durante o ataque, ela recebeu mais de 100 ferroadas, situação que exigiu atendimento médico imediato. A quantidade de picadas provocou uma reação importante no organismo e levou à necessidade de acompanhamento intensivo.

Nos primeiros momentos após o incidente, uma das principais preocupações da equipe médica estava relacionada às possíveis consequências das múltiplas ferroadas. Entre os problemas que precisavam ser monitorados estavam alterações no funcionamento do coração e dos rins. Por isso, a permanência no CTI foi necessária para que os médicos pudessem acompanhar de perto a evolução do quadro e agir rapidamente diante de qualquer alteração.

A melhora dos exames e a ausência de risco de arritmia cardíaca e insuficiência renal representam um avanço importante na recuperação da adolescente. Apesar disso, a família continua acompanhando o tratamento com cautela, já que a transferência para uma área de menor complexidade e a eventual alta hospitalar dependem da avaliação médica.

A expectativa comunicada pelos familiares é de que a menina possa receber alta ainda neste fim de semana, caso continue apresentando evolução satisfatória. A possibilidade, no entanto, não significa que a recuperação esteja totalmente concluída. Mesmo após deixar o CTI, ela deverá permanecer sob observação e acompanhamento dos profissionais de saúde até que os médicos considerem seguro o retorno para casa.

O ataque também mobilizou outras pessoas que estavam próximas do local. Um motoboy que passava pela região percebeu a situação e ajudou a retirar a adolescente da área onde estavam as abelhas. Durante o resgate, ele também acabou sendo atingido por ferroadas. A atuação de pessoas que estavam nas proximidades foi importante para afastar a menina do enxame e permitir que ela recebesse atendimento.

Posteriormente, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para controlar a situação e realizar a retirada das abelhas do local. A presença do enxame havia provocado preocupação entre moradores e pessoas que circulavam pela região, especialmente por causa da proximidade com uma unidade escolar.

O episódio serve também como alerta para os cuidados necessários diante da presença de enxames. Especialistas orientam que, ao identificar uma grande concentração de abelhas, as pessoas evitem se aproximar ou tentar remover a colmeia por conta própria. A recomendação é afastar-se do local e procurar ajuda especializada, principalmente quando há crianças ou outras pessoas próximas.

Enquanto a adolescente segue em recuperação, familiares e amigos aguardam a confirmação de sua saída do CTI e, posteriormente, da alta hospitalar. A evolução registrada nesta sexta-feira representa uma mudança positiva no quadro e aumenta a expectativa de que ela possa continuar o tratamento fora da terapia intensiva.

A família permanece acompanhando cada etapa da recuperação e deverá receber novas avaliações médicas antes da definição dos próximos passos. Por enquanto, a previsão é de que a adolescente continue sob cuidados hospitalares até que os profissionais confirmem que não há novas complicações e que a alta pode ocorrer com segurança.

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