Família de jovem de SC tenta trazer brasileiro de volta ao país após missão na Ucrânia

A família de um jovem natural de Santa Catarina vive um período de incertezas enquanto tenta encontrar uma forma de confirmar oficialmente a situação do brasileiro que estava na Ucrânia. Gustavo Viana Lemos, de 31 anos, deixou o Brasil no início de 2025 para integrar uma unidade estrangeira ligada às forças ucranianas.
Desde então, os familiares aguardam informações oficiais sobre o paradeiro do catarinense e esperam conseguir realizar os procedimentos necessários para que ele possa ser levado de volta ao Brasil. O caso chama atenção para a situação de outros brasileiros que viajaram para a região desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia.
Segundo informações divulgadas anteriormente pelo Metrópoles, Gustavo havia servido na Marinha do Brasil e trabalhava como segurança particular antes de viajar. De acordo com familiares, ele tinha interesse em atuar como soldado e decidiu seguir para a Ucrânia mesmo diante da preocupação de pessoas próximas.
O catarinense chegou ao país europeu em 21 de fevereiro. Depois de passar por um período de treinamento, foi encaminhado para uma missão no fim de junho. Ele fazia parte da 3ª Brigada de Assalto da Legião Internacional, unidade que reúne estrangeiros interessados em atuar ao lado da Ucrânia.
A situação se tornou ainda mais difícil porque, embora familiares tenham recebido informações sobre a morte de Gustavo, o caso permaneceu durante algum tempo sem uma confirmação oficial e sem a localização do corpo.
Antes de seguir para uma missão, o jovem teria pedido a um companheiro que entrasse em contato com seus familiares caso algo acontecesse. Foi dessa maneira que a família começou a receber notícias sobre o que teria ocorrido.
O problema é que as informações disponíveis não foram suficientes para encerrar o caso. Os parentes procuraram autoridades brasileiras e representantes relacionados à Ucrânia em busca de esclarecimentos. A família também passou a buscar alternativas para entender quais procedimentos podem ser adotados para localizar e transportar o brasileiro para Santa Catarina.
A ausência de respostas definitivas aumenta a angústia dos familiares, que precisam lidar ao mesmo tempo com a falta de informações e com questões burocráticas envolvendo um cidadão brasileiro que estava fora do país. O caso de Gustavo não é isolado. Desde o começo da guerra, brasileiros viajaram para a Ucrânia para integrar grupos estrangeiros ligados às forças do país.
Uma reportagem publicada pelo Metrópoles em agosto de 2025 apontava que mais de 20 brasileiros estavam classificados como desaparecidos naquele momento. O levantamento também mencionava outros brasileiros que haviam sido considerados mortos, mas cujas famílias ainda aguardavam informações sobre seus parentes.
Outro brasileiro citado na mesma reportagem foi Gabriel Pereira, de Minas Gerais. Ele também estava ligado à 3ª Brigada de Assalto e teria participado da mesma missão que Gustavo.
Para as famílias, além da preocupação emocional, existe uma série de dúvidas práticas. É preciso saber quais documentos são necessários, quem pode realizar os procedimentos, como ocorre a comunicação entre as autoridades e de que maneira funciona o eventual traslado para o Brasil.
A situação evidencia uma dificuldade enfrentada por famílias de brasileiros que decidiram viajar para uma região marcada por um conflito prolongado. Quando não existe uma confirmação oficial imediata, os parentes ficam dependentes de diferentes fontes de informação.
No caso de Gustavo, a família tenta obter respostas e entender quais caminhos podem ser seguidos para que o brasileiro seja oficialmente identificado e, posteriormente, possa retornar ao país.



