Motorista é presa após atropelar e matar jovem enquanto dirigia após consumir álcool

A motorista Letícia Rodrigues Biroque, de 27 anos, voltou a ser presa após o caso que terminou com a morte da jovem Vitória do Prado, de 20 anos, em Novo Horizonte, no interior de São Paulo. A ocorrência aconteceu em outubro de 2024 e voltou a ganhar destaque após uma série de decisões judiciais envolvendo a condenação da motorista. Letícia foi julgada pelo Tribunal do Júri e recebeu uma pena de 16 anos, 9 meses e 18 dias de prisão pelo atropelamento que matou Vitória. A decisão considerou que ela cometeu homicídio doloso, modalidade em que se entende que o acusado teve intenção de matar ou assumiu o risco de provocar a morte. O caso passou a ter novos desdobramentos depois que a Justiça analisou a forma como a pena deveria ser cumprida.
O atropelamento aconteceu no dia 27 de outubro de 2024, em um cruzamento da Avenida Luís Baraldo, em Novo Horizonte. Vitória atravessava a via quando foi atingida pelo veículo conduzido por Letícia. Com o impacto, a jovem sofreu traumatismo craniano e uma hemorragia grave. Ela recebeu atendimento médico, precisou ser intubada e foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base de São José do Rio Preto. Apesar do atendimento especializado, Vitória não resistiu aos ferimentos e morreu. A jovem tinha apenas 20 anos, e sua morte provocou mobilização de familiares e amigos, que posteriormente realizaram manifestações pedindo responsabilização pelo caso.
Após o acidente, Letícia foi presa em flagrante. Segundo os relatos registrados na época, ela admitiu aos policiais que havia consumido bebida alcoólica antes de assumir a direção do veículo. Durante o depoimento, afirmou que estava emocionalmente abalada depois de uma discussão com o namorado e alegou que não havia percebido a presença de Vitória na via. A motorista também negou que estivesse dirigindo em alta velocidade. As informações apresentadas durante o processo foram analisadas pelos jurados, que posteriormente decidiram pela condenação por homicídio doloso. A decisão do Tribunal do Júri ocorreu em 3 de setembro de 2026, após julgamento realizado no Fórum de Novo Horizonte.
A sentença estabeleceu inicialmente uma pena de 16 anos, 9 meses e 18 dias de prisão. No entanto, um dos pontos que provocaram repercussão foi a definição do regime de cumprimento da pena. Mesmo diante da condenação, Letícia permaneceu em prisão domiciliar, medida que gerou reação entre familiares da vítima. O Ministério Público anunciou que pretende recorrer da decisão. A família de Vitória também manifestou insatisfação com a situação e questionou o fato de a condenada não estar cumprindo a pena em uma unidade prisional. O caso passou, então, a envolver não apenas a condenação pelo atropelamento, mas também uma discussão judicial sobre a forma como a pena deveria ser executada.
Nos dias seguintes, novas decisões judiciais mantiveram a motorista em prisão domiciliar enquanto os recursos relacionados ao processo eram analisados. A situação gerou manifestações públicas de pessoas próximas a Vitória, que defendem que a condenação tenha consequências compatíveis com a gravidade reconhecida pelo Tribunal do Júri. Para o Ministério Público, a decisão ainda pode ser modificada por meio dos recursos apresentados à Justiça. Enquanto isso, Letícia permanece submetida às determinações judiciais relacionadas ao processo. É importante destacar que a condenação por homicídio doloso já foi estabelecida pelo Tribunal do Júri, mas os recursos ainda podem provocar alterações na forma de cumprimento da pena ou em outros aspectos da decisão.
O caso voltou a repercutir justamente porque o atropelamento ocorreu há quase dois anos e continua produzindo consequências judiciais. A morte de Vitória trouxe novamente ao debate a combinação entre consumo de álcool e direção, além dos riscos enfrentados por pedestres durante a travessia de vias urbanas. Para familiares e amigos da jovem, a expectativa agora está concentrada nos próximos passos do processo e na análise dos recursos apresentados pela acusação. A Justiça deverá avaliar os pedidos feitos pelas partes antes de uma decisão definitiva sobre os pontos questionados. Até lá, Letícia segue submetida às condições determinadas judicialmente, enquanto a família de Vitória busca uma resposta definitiva para um caso que começou com um atropelamento e permanece em disputa nos tribunais.



