Em busca do filho: Mãe do garoto Edson Davi recorre à Interpol e renova esperanças

O desaparecimento de Edson Davi Silva Almeida, de 6 anos, ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (9). A mãe do menino, Marize Araújo, esteve na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, para entregar documentos, informações e material relacionado ao filho, que desapareceu em janeiro de 2024 na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense. A movimentação acontece após a divulgação de uma operação realizada nos Estados Unidos que resultou na localização de 163 crianças e adolescentes na Flórida.
Nas redes sociais, Marize demonstrou esperança de que o caso possa finalmente ter uma resposta. Segundo ela, a família recebeu contato relacionado à Interpol e, diante da possibilidade de cruzamento de informações, decidiu fornecer todos os dados disponíveis sobre Edson Davi às autoridades brasileiras. “Se Deus quiser, meu filho está entre essas 163 crianças que foram resgatadas na Flórida”, afirmou a mãe em uma publicação. A declaração reacendeu a atenção sobre um desaparecimento que permanece sem solução desde 2024.
A Polícia Federal confirmou que adotou providências para solicitar a inclusão de Edson Davi na chamada Difusão Amarela da Interpol, um mecanismo de cooperação internacional utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas. O procedimento permite que informações sobre a criança sejam compartilhadas com autoridades de outros países, ampliando as possibilidades de identificação caso surja algum registro compatível fora do Brasil. A inclusão, porém, ainda depende da análise da própria Interpol, que decidirá sobre a publicação e o compartilhamento do alerta.
Apesar da esperança da família, existe uma informação oficial importante. A Polícia Federal esclareceu que, de acordo com dados repassados pelas autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 localizadas recentemente nos Estados Unidos durante a Operação Statewide Shield. Dessa forma, até o momento, não há confirmação de que Edson Davi esteja entre os menores encontrados. O novo procedimento internacional representa uma tentativa de ampliar as buscas e verificar, por meio dos canais oficiais, todas as possibilidades relacionadas ao caso.
Edson Davi desapareceu em 4 de janeiro de 2024, quando estava na região da Barra da Tijuca enquanto os pais trabalhavam em uma barraca na praia. Desde então, o caso passou por diferentes etapas de investigação. A principal linha trabalhada pela polícia foi a possibilidade de que o menino tivesse entrado no mar e não retornado. Na época, imagens de câmeras de segurança foram analisadas em uma área de aproximadamente dois quilômetros, além de buscas com apoio aéreo e equipamentos especializados. Segundo as autoridades, não foram identificadas imagens que mostrassem Edson deixando a região da praia.
A família, no entanto, nunca deixou de questionar essa possibilidade. Marize afirma que sempre acreditou que o filho poderia ter sido levado para outro local e contratou uma investigação particular para tentar esclarecer pontos que, na avaliação dos familiares, ainda permanecem sem resposta. Com o passar dos meses, a mãe continuou utilizando as redes sociais para manter o caso em evidência e pedir que novas possibilidades fossem analisadas pelas autoridades.
Agora, com a participação da Polícia Federal e a possibilidade de cooperação por meio da Interpol, a família espera que informações sobre Edson Davi possam alcançar outros países e contribuir para uma eventual localização. O caso também chama atenção para a importância dos mecanismos internacionais de busca, principalmente quando uma pessoa desaparecida pode estar fora do país de origem. A Difusão Amarela existe justamente para facilitar esse tipo de cooperação entre forças policiais de diferentes nações.
Enquanto aguarda novos resultados, Marize mantém a esperança de reencontrar o filho. A operação realizada na Flórida trouxe uma possibilidade que, embora não tenha sido confirmada pelas autoridades, fez a família voltar a acreditar que novas informações podem surgir. Por enquanto, a Polícia Federal reforça que não há confirmação de que Edson esteja entre as crianças encontradas nos Estados Unidos, mas o pedido de inclusão na Interpol abre mais uma frente de cooperação para um caso que continua mobilizando familiares e autoridades.



