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Médico escala até 6º andar para entrar em apartamento da ex e acaba atingido

Um caso registrado em Bauru, no interior de São Paulo, chamou a atenção nesta semana após um médico de 33 anos invadir o apartamento da ex-namorada e terminar ferido por disparos de arma de fogo. Identificado como Diogo Pereira Borges, ele teria pulado o muro do condomínio, circulado pelo prédio e escalado a estrutura externa até alcançar o sexto andar, onde estava o imóvel da estudante de medicina, de 24 anos. A ocorrência aconteceu na manhã de terça-feira (8), e imagens de câmeras de segurança registraram parte da movimentação do homem antes de chegar ao apartamento. A Polícia Civil agora investiga toda a dinâmica do episódio.

Segundo o registro policial e o depoimento prestado pela estudante, o relacionamento entre os dois havia terminado aproximadamente uma semana antes da ocorrência. A jovem relatou às autoridades que o ex-companheiro não teria aceitado o fim da relação. De acordo com a versão apresentada, Diogo conseguiu entrar no condomínio sem autorização, utilizando primeiro o acesso pelos pavimentos internos e, posteriormente, a parte externa da edificação. As imagens de segurança mostram o médico passando pelo saguão e pelos corredores do prédio. Na sequência, ele teria escalado a estrutura até chegar à janela do apartamento, onde a estudante estava dormindo.

A entrada no imóvel teria acontecido pela janela do sexto andar. Conforme o relato da estudante à Polícia Civil, após entrar no apartamento, Diogo teria fechado a porta e realizado dois disparos contra o próprio corpo. Um dos tiros atingiu a região abdominal, enquanto o outro passou de raspão pela cabeça e atingiu uma das janelas. A jovem não ficou ferida durante a ocorrência. A situação foi comunicada às autoridades, e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para prestar atendimento ao médico, que foi levado ao Hospital de Base de Bauru.

Diogo precisou passar por procedimento cirúrgico e permanecia internado em estado grave sob escolta policial nas últimas informações divulgadas. Apesar de o relato da estudante indicar que os disparos partiram do próprio médico, a Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer oficialmente toda a sequência dos acontecimentos. A perícia deverá analisar os vestígios encontrados no apartamento, a arma envolvida e demais elementos que possam ajudar a reconstruir o que ocorreu dentro do imóvel. Dessa forma, a dinâmica apresentada no depoimento ainda está sendo confrontada com as evidências técnicas recolhidas durante a investigação.

A arma utilizada na ocorrência foi localizada pelos policiais dentro da bolsa da estudante, segundo as informações do registro policial. O motivo de o objeto ter sido encontrado naquele local também deverá ser esclarecido durante a investigação. A estudante foi encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru, onde prestou depoimento e relatou aos investigadores o que teria acontecido desde a chegada do ex-companheiro ao apartamento. O caso passou a ser tratado também dentro do contexto de violência doméstica, diante da relação anterior entre os envolvidos e das circunstâncias relatadas pela jovem.

Além da investigação sobre os disparos, Diogo foi autuado por violação de domicílio e porte ilegal de arma de fogo de uso proibido. As autoridades também solicitaram a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, enquanto o médico permanece hospitalizado. Até a última atualização, o pedido aguardava análise judicial. A Polícia Civil deverá continuar reunindo depoimentos, imagens das câmeras de segurança e resultados dos exames periciais para esclarecer todas as circunstâncias do caso. O episódio também ganhou repercussão pela forma como o homem teria conseguido chegar ao sexto andar do edifício e acessar o imóvel pela janela.

A investigação segue em andamento e ainda deverá responder a pontos importantes sobre a ocorrência em Bauru. Entre eles estão a sequência exata da entrada no condomínio, a maneira como a arma chegou ao apartamento e a dinâmica dos dois disparos registrados dentro do imóvel. Até o momento, a estudante de 24 anos não sofreu ferimentos e permanece como uma das principais fontes de informação para a apuração. Já o médico continua internado sob escolta policial, enquanto os investigadores aguardam os resultados da perícia. O caso permanece sob análise das autoridades, que deverão definir os próximos passos após a conclusão dos levantamentos técnicos e das demais diligências.

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