Júlio Diniz, ex-fotógrafo de O São Gonçalo, morre aos 54 anos

O fotojornalismo de São Gonçalo e Niterói perdeu, nesta segunda-feira (7), um profissional que ajudou a registrar momentos importantes da região. Júlio Diniz, conhecido entre colegas e amigos como Julinho, morreu aos 54 anos. A notícia foi divulgada pelo jornal O São Gonçalo, onde ele trabalhou durante parte de sua carreira.
Ao longo dos anos, Júlio passou por diferentes veículos e instituições, construindo uma trajetória marcada pelo contato direto com as ruas, acontecimentos locais e histórias de moradores. Além de O São Gonçalo, ele também trabalhou em O Fluminense e, posteriormente, integrou a equipe da Prefeitura de São Gonçalo.
Para quem acompanha o trabalho jornalístico, uma fotografia pode dizer muito sem precisar de grandes explicações. Foi justamente por meio das imagens que Júlio deixou sua contribuição para a memória de São Gonçalo.
Durante sua passagem por O São Gonçalo, o fotógrafo participou de centenas de coberturas. Entre os registros que ganharam destaque está uma fotografia de um pôr do sol na Praia das Pedrinhas, escolhida em 2017 como a imagem mais votada em uma enquete realizada nas redes sociais do jornal.
O registro também foi publicado em uma revista comemorativa pelos 127 anos de emancipação política e administrativa de São Gonçalo. Na ocasião, Júlio contou que buscava aperfeiçoar seus cliques e que encontrou naquele fim de tarde uma cena especial para homenagear a cidade. A fotografia acabou se tornando um dos trabalhos lembrados de sua trajetória.
Depois de deixar O São Gonçalo, em 2019, Júlio decidiu experimentar uma nova atividade. Ele montou uma barraca de pastéis no Jardim Alcântara e passou a administrar o próprio negócio. O período, porém, coincidiu com a chegada da pandemia de Covid-19, que afetou diretamente diversas atividades comerciais.
Mais tarde, Júlio voltou à fotografia, área pela qual tinha grande identificação. Foi então que passou a trabalhar na assessoria de imprensa da Prefeitura de São Gonçalo. A atividade permitiu que ele continuasse registrando acontecimentos e pessoas da cidade, mantendo uma relação próxima com o cotidiano local.
Segundo pessoas próximas, Júlio também era conhecido pelo jeito descontraído e pela facilidade em reunir amigos. Encontros, churrascos e conversas faziam parte de sua rotina fora do trabalho.
A notícia de sua partida repercutiu entre pessoas que conviveram com o fotógrafo ao longo dos anos. Mais do que os registros publicados em jornais e arquivos, ficam as lembranças construídas durante sua caminhada profissional e pessoal.
Júlio deixa uma filha. Desde o fim de 2025, ele enfrentava um problema de saúde e continuava sendo acompanhado durante esse período. O velório ocorreu no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo, com sepultamento marcado para a tarde de terça-feira (8).
A história de Júlio Diniz permanece, em parte, registrada nas fotografias que produziu. São imagens que ajudam a contar capítulos da vida de São Gonçalo e de sua gente, mantendo viva a memória de um profissional que dedicou boa parte da carreira a observar, registrar e contar histórias através das lentes.



