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Morre ex-vocalista da banda Calcinha Preta, Rogério Valença

Rogério Valença, cantor que integrou a formação inicial da banda Calcinha Preta entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000, faleceu na segunda-feira, 31 de agosto de 2026, em Aracaju, capital de Sergipe. O artista tinha 55 anos. A causa da morte não foi divulgada publicamente. A notícia circulou rapidamente entre músicos, fãs e profissionais do forró eletrônico, gênero no qual ele construiu grande parte de sua trajetória.

Natural de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, Rogério Valença chegou ao cenário musical sergipano em um momento de consolidação do forró eletrônico como fenômeno de massa no Nordeste e, posteriormente, em outras regiões do país. Sua passagem pela Calcinha Preta, entre 1998 e 2000, coincidiu com uma fase de crescimento da banda, quando o grupo buscava ampliar o alcance das apresentações e das gravações. Nesse período, ele participou de álbuns que ajudaram a definir a sonoridade característica do conjunto, marcada por melodias românticas, arranjos eletrônicos e interpretações intensas.

Entre as canções associadas à sua voz estão faixas que se tornaram conhecidas pelo público, como “Eterno Amor”, “Louca por Você” e “Me Leva”. Essas músicas fizeram parte do repertório que consolidou a identidade da Calcinha Preta junto a uma legião de ouvintes, especialmente em shows e discos da virada do século. A saída de Rogério da formação ocorreu no contexto de mudanças comuns em bandas de grande circulação, mas o vínculo com o público e com o próprio gênero permaneceu ao longo dos anos seguintes.

Após deixar a Calcinha Preta, o cantor continuou ativo no circuito do forró. Passou por outras formações relevantes da cena nordestina, incluindo Caviar com Rapadura e Mulheres Perdidas. Em diferentes momentos da carreira, manteve ligação com o grupo Raio da Silibrina, projeto com o qual teve envolvimento desde períodos anteriores e ao qual retornou nos últimos anos. Essa continuidade demonstra a dedicação de Rogério ao estilo musical que o projetou, mesmo longe dos holofotes mais intensos da banda que o tornou mais conhecido nacionalmente.

A trajetória de Rogério Valença reflete aspectos típicos de muitos artistas do forró eletrônico: origem no interior nordestino, transição para centros urbanos como Aracaju, participação em projetos coletivos e construção de uma carreira baseada em apresentações constantes e gravações. Seu trabalho contribuiu para a popularização de um gênero que mistura tradição regional com elementos contemporâneos de produção musical. Colegas de profissão e pessoas próximas destacaram, em manifestações públicas, a dedicação do cantor e a importância de sua contribuição em uma fase formativa de uma das bandas mais longevas do segmento.

O velório foi realizado em Aracaju, reunindo familiares, amigos e admiradores. Em um meio artístico marcado por turnês intensas e proximidade com o público, a partida de um dos nomes que ajudaram a construir o repertório dos primeiros álbuns da Calcinha Preta gera reflexão sobre a memória e o legado dos profissionais que passaram pelo grupo. Muitos fãs ainda associam determinadas faixas à voz de Rogério, o que evidencia a permanência de seu trabalho mesmo após décadas.

A morte do cantor ocorre em um momento em que o forró eletrônico continua a ocupar espaço relevante nas plataformas de streaming, nas festas e nos eventos regionais. Bandas como a Calcinha Preta mantêm atividade regular, com formações que se renovam ao longo do tempo, mas que preservam conexões com a história do conjunto. A passagem de Rogério Valença por essa história, ainda que em um período específico, faz parte do conjunto de contribuições que moldaram o gênero.

Profissionais da música nordestina costumam ressaltar a importância de registrar e valorizar as diferentes fases das carreiras dos artistas. No caso de Rogério, sua atuação ajudou a consolidar um estilo que conquistou gerações de ouvintes. A ausência de detalhes sobre as circunstâncias do falecimento respeita a privacidade da família, ao mesmo tempo em que permite ao público concentrar a atenção no trabalho artístico deixado pelo cantor.

Rogério Valença deixa uma contribuição registrada em discos, shows e na memória coletiva de quem acompanhou o crescimento do forró eletrônico a partir do final dos anos 1990. Sua história se soma à de tantos outros músicos que, vindos de cidades do interior, encontraram no ritmo e nas letras românticas uma forma de expressão e de conexão com o público. A notícia de sua morte, embora triste, também serve como lembrança do papel que desempenhou em um capítulo importante da música popular nordestina.

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