Mãe de Samylle fala pela primeira vez e emociona com relato sobre a filha

A mãe de Samylle Valentina Borba Ramiro, de apenas 4 anos, falou pela primeira vez após a partida da filha, em Porto Alegre. O relato veio em meio à repercussão do caso, que mobilizou familiares e chamou a atenção das autoridades no Rio Grande do Sul.
A criança morreu na segunda-feira, 17 de agosto, depois de ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus, na Zona Leste da capital gaúcha. Desde então, a investigação procura esclarecer as circunstâncias que envolveram os últimos dias da menina e entender como funcionava a dinâmica familiar.
A mãe de Samylle prestou depoimento à Polícia Civil na quarta-feira, dia 19. Ela chegou à delegacia acompanhada de uma advogada e permaneceu no local por cerca de uma hora. Segundo informações divulgadas pela investigação, a mulher afirmou que não conseguia ver a filha havia aproximadamente dois meses.
De acordo com a defesa, o contato teria sido dificultado pelos familiares que estavam cuidando da criança. A mãe também relatou que não conseguia conversar com Samylle por telefone ou fazer chamadas de vídeo.
A situação, naturalmente, tornou ainda mais delicada a história da família. Enquanto as autoridades procuram respostas, parentes próximos tentam lidar com a ausência de uma criança que, segundo relatos, era muito querida por todos.
O caso também trouxe à tona informações sobre o acompanhamento da família pela rede de proteção. O Ministério Público informou que havia procedimentos envolvendo os familiares desde 2025. A guarda de Samylle passou por mudanças ao longo desse período.
Em abril de 2025, a menina ficou sob responsabilidade dos avós maternos. Meses depois, uma decisão judicial devolveu a guarda à mãe. Já em julho de 2026, a tia passou a cuidar provisoriamente da criança por meio de um termo de responsabilidade.
Esse histórico agora é analisado pelas autoridades, que buscam compreender cada etapa e verificar se houve falhas na proteção da menina.
Nesta quinta-feira, 20 de agosto, um tio de Samylle foi preso preventivamente e, segundo a Polícia Civil, confessou ter agredido a sobrinha. A investigação continua e outros elementos estão sendo analisados. A tia da menina, que também foi ouvida, permanece sendo tratada como testemunha.
A Justiça também autorizou a análise de dados de um celular recolhido na residência onde Samylle estava vivendo. O material poderá ajudar os investigadores a reconstruir os acontecimentos e esclarecer pontos que ainda permanecem sem resposta.
Enquanto isso, a fala da mãe acrescenta uma dimensão profundamente humana ao caso. Mais do que os detalhes da investigação, fica o retrato de uma família tentando entender uma perda difícil de assimilar. Samylle tinha apenas 4 anos. Sua história agora é acompanhada com atenção no Rio Grande do Sul, enquanto as autoridades seguem trabalhando para esclarecer os fatos e definir as responsabilidades previstas pela Justiça.



