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Menina de 12 anos desaparece após deixar bilhete de despedida para a família

A apreensão e a busca por respostas tomam conta dos familiares da jovem Emilly Santos Aguiar Barbosa, de apenas doze anos de idade, que se encontra desaparecida desde a última segunda-feira, dia dez de agosto. A adolescente foi vista pela última vez na comunidade do Engenho do Roçado, localizada no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O caso ganhou contornos dramáticos após os parentes encontrarem uma carta manuscrita deixada pela menina antes de sua partida, mobilizando vizinhos, amigos e autoridades locais na tentativa de localizar o paradeiro da estudante.

De acordo com os relatos prestados pela mãe da jovem, Débora Santos, a filha não compareceu às aulas na data do ocorrido e permaneceu no imóvel familiar durante todo o período da manhã. As circunstâncias do desaparecimento começaram a se desenhar por volta das treze horas, momento em que a mãe realizava os afazeres domésticos do lar. Ao notar a ausência repentina da adolescente nos cômodos da residência, a moradora encontrou a mensagem de despedida sobre o móvel, percebendo que a filha havia deixado o local sem prévio aviso.

A mensagem deixada por Emilly acentuou o clima de angústia entre os familiares devido ao tom de despedida e desabafo presente no texto. No papel, a adolescente expressou seu afeto pelos parentes, mas justificou sua saída alegando sentimentos de sobrecarga emocional para com o núcleo familiar. “Eu estou dando muito trabalho… Vou sentir saudades de vocês. Amo muito todos. Um beijo”, escreveu a menina. A apreensão aumentou significativamente ao constatarem que a jovem saiu de casa desprovida de pertences básicos, sem carregar documentos de identificação, peças de vestuário adicionais, telefone celular ou cartão de transporte público.

Esta não é a primeira oportunidade em que a estudante se ausenta do convívio familiar sem avisar previamente os responsáveis. Em um episódio anterior relatado pelos parentes, a jovem havia deixado a residência de forma semelhante, sendo encontrada poucas horas depois no mesmo dia na casa de uma coleguinha de escola. No entanto, o cenário atual tem gerado maior preocupação entre os conhecidos, pois as buscas iniciais nos pontos de convivência rotineira não apresentaram resultados até o momento, levando amigos e colegas de classe a organizarem mutirões digitais para apoiar a família.

A mãe da jovem declarou publicamente que a filha não possui o hábito de circular desacompanhada pelas ruas do bairro e teme que a adolescente possa estar desorientada ou sob a influência de terceiros. Débora também pontuou a possibilidade de a estudante estar enfrentando momentos de fragilidade psicológica, revelando ter notado sinais evidentes de ansiedade no comportamento da menina nas semanas anteriores. A família informou que buscava apoio especializado para a jovem, porém o acompanhamento com profissionais de psicologia ainda não havia sido iniciado formalmente antes do ocorrido.

O caso foi registrado oficialmente e segue sob acompanhamento de investigadores da Septuagésima Quinta Delegacia Policial, situada em Rio do Ouro, que realizam diligências na região para coletar pistas sobre o trajeto percorrido pela menor. Paralelamente às ações policiais, os familiares percorrem bairros vizinhos distribuindo cartazes e multiplicando apelos em plataformas digitais como o Facebook, na esperança de obter informações concretas que levem ao paradeiro da jovem. O engajamento de internautas e da comunidade local tem sido fundamental para expandir a visibilidade do caso na Região Metropolitana.

Diante do tempo decorrido desde o início da ausência da estudante, a família reforça a importância da colaboração da população para que o caso tenha um desfecho rápido e seguro. Qualquer pessoa que possua informações sobre a localização de Emilly Santos Aguiar Barbosa pode entrar em contato diretamente com a mãe, Débora Santos, por meio do telefone (21) 96679-5660, ou acionar os canais oficiais do Disque Denúncia. A mobilização contínua de amigos, parentes e autoridades permanece focada em garantir o retorno protegido da adolescente ao convívio de seu lar.

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